Os estudos da Ceasa-PR para a instalação de uma central de distribuição e comercialização de olerícolas (legumes e verduras) de Bandeirantes, no Norte Pioneiro, atraíram a atenção da rede de restaurantes Mc Donalds. A produção de olerícolas no município está crescendo com o uso de tecnologia e o grupo empresarial surge como um potencial parceiro de compras.

Os executivos do grupo Arcos Dourados Comércio de Alimentos, que representa a rede de restaurantes no Brasil, Leonardo Correa de Souza Lima e Marco Vinicius Loureiro Giotto, reuniram-se na quarta-feira (24) com o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, o prefeito de Bandeirantes, Celso Silva, e o diretor presidente da Ceasa-PR, Luiz Gusi, para tratar da possibilidade de parceria, inicialmente, com pequenos produtores do município de Bandeirantes.

O município conta hoje com cerca de 630 agricultores familiares que recorrem à tecnologia da plasticultura, irrigação e produzem produtos de alto valor agregado. Eles mantêm em torno de 800 estufas de olerícolas e a tendência é de crescimento nessa prática. Cada estufa cria em torno de um a dois empregos.

Ortigara disse que vislumbra nessa parceria uma grande oportunidade a ser aproveitada e que deverá contribuir com o processo de produção de olerícolas de Bandeirantes, onde já se produz com muita competência. “Se conseguirmos formatar um projeto de aproximação entre o produtor e o comprador o Estado será parceiro”, afirmou.

Segundo Correa Souza, a rede de restaurantes conta com 700 unidades em todo o País e compra em torno de 7.000 toneladas por ano de olerícolas, entre alface americana, cebola roxa e branca, tomate e maçã. Mas os produtos devem atender aos padrões de qualidade da rede e isso requer alguns ajustes como uso de tecnologia e organização do produtor.

Para o executivo, equacionados os ajustes o grupo empresarial precisa de escala de produção e regularidade na entrega dos produtos, etapa que será facilitada com a construção de uma central de distribuição e comercialização de produtos. Vários pequenos produtores podem ser cadastrados como fornecedores, desde que cumpridas as exigências do grupo, e na central seria estabelecida a escala de produção.

Ele destacou que o grupo não exige exclusividade e os produtores também podem ser fornecedores de outras redes de restaurantes ou supermercados. Para o executivo, a decisão de direcionar as compras da rede de restaurantes para pequenos produtores partiu de uma experiência bem sucedida em Cuzco, no Peru. Como parte do projeto social da empresa, de beneficiar também quem produz, eles querem estender essa experiência para outros países da América Latina, inclusive o Brasil.

O encontro contou com a presença do diretor Agro Comercial da Ceasa-PR, Eduardo Pimentel Slaviero, e do diretor do Departamento de Desenvolvimento Agropecuário (Deagro) da Seab, Richardson de Souza.