O Estado do Paraná Estado registrou 34.856 casos confirmados de dengue, sendo que 146 evoluíram para as formas mais graves – dengue hemorrágica ou dengue com complicações. Segundo a Secretaria estadual da Saúde, apesar da incidência no Estado ter superado os 300 casos por 100 mil habitantes segundo o informe (n.º26), não se pode afirmar que o Estado está em epidemia porque os casos estão concentrados em municípios de duas regiões (Noroeste e Oeste). “Em municípios dos Campos Gerais, Leste, Norte Pioneiro e Sul do Estado nem houve registro de casos neste ano”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

Além disso, argumenta Sezifredo, o Estado está registrando uma queda significava nos números de ocorrências desde o início de abril, o que aponta que o período mais crítico para a dengue foi mesmo entre os meses de janeiro e março. “A taxa de incidência é um dado cumulativo e não reflete a situação atual do Estado”, explicou.

Dos 103 municípios que atingiram índices epidêmicos neste ano, 13 sequer registraram casos em maio. Segundo a sala de situação da dengue, da Secretaria da Saúde, 73 desses municípios já conseguiram conter o avanço da doença e apenas 29 continuam em situação crítica neste mês – sendo que 15 deles apresentam leve redução nas confirmações e notificações.

O novo boletim também traz casos que foram registrados nos meses de março e abril, e tiveram suas investigações concluídas agora. “Os dados atuais mostram que a região Oeste concentra o maior número de confirmações nestas últimas semanas e por isso a atenção deve ser redobrada principalmente nas cidades próximas da fronteira”, destaca Sezifredo.

Incidência

Segundo o superintendente, para um município estar em situação de epidemia deve haver um número de 300 ou mais casos por cada 100 mil habitantes.

Caso o número seja de 100 a 300 casos/100 mil, a cidade entra em estado de alerta.A Secretaria da Saúde alerta para a importância na continuidade das ações de controle mesmo em período de baixa ocorrência, para que situações particulares, como a citada acima, não sejam motivos de preocupação e prejuízo à saúde da população.