O cheiro insuportável vindo de uma entrega na sede dos Correios na Rua João Negão, no Centro de Curitiba, mobilizou praticamente todas as esferas da Segurança Pública do Paraná na noite deste sábado (17). Corpo de Bombeiros, Polícias Civil, Cientifica e Militar todos foram para lá atender a situação, já que poderia se tratar de um cadáver humano. Entretanto, na entrega vinda de Rondônia, não havia nada mais do que carne estragada de um animal, não identificado. “Alguém ficou sem churrasco”, brincaram os funcionários.

Carlos Henrique – DH
Delegado Recalcatti sofreu com o mau cheiro

Quem explicou toda a situação inusitada à Banda B foi o delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios (DH), acionado para atender o ‘assassinato ao ar puro’. “Tinha uma embalagem que começou a cheirar mal. Chegando lá vimos que era um isopor que estava dentro desta caixa, mas não dá ainda para saber de que animal é a carne. Foi recolhida ao Instituto Médico Legal (IML) para tentar precisar se é de fato de um animal, mas parece que é”, contou.

Segundo o delegado, um atraso na entrega por parte dos Correios pode ter causado o mau cheiro. “A postagem é do dia 21 de janeiro. Acredito que aconteceu uma demora na entrega e por isto estragou a carne. Não sei se o remetente queria presentear o destinatário com alguma carne rara, mas não é prudente mandar pelos Correios. Agora o remetente que se entenda com os Correios por conta da demora”, brincou o delegado.

Depois de a caixa ser retirada, o estoque de bom ar dos Correios foi praticamente zerado para tentar salvar o local.