(Foto: Tânia Rêgo/Abr)

Liminar expedida ontem pela Justiça de São Paulo e que proibia a Caixa Econômica Federal de obrigar seus funcionários a trabalharem aos sábados no âmbito do atendimento sobre as contas inativas do FGTS foi derrubada, conforme nota do banco ao Broadcast. As agências abriram hoje pela primeira vez e reabrirão novamente nos primeiros sábados que sucederem os pagamentos dos recursos aos trabalhadores, conforme cronograma de saques divulgado pelo governo.

A liminar, expedida ontem pela juíza Ana Carolina Nogueira da Silva, da 52ª Vara do Trabalho de São Paulo, não impedia a abertura das agências, mas restringia o banco a obrigar os empregados a trabalhar no sábado. “A Caixa esclarece que as agências bancárias estão abertas e atendendo exclusivamente os interessados em informações sobre contas inativas do FGTS. A liminar concedida ontem pela justiça de São Paulo foi derrubada”, destaca o banco, em nota.

Em São Paulo, na unidade da Av. Paulista, o movimento de interessados em obter informações sobre contras inativas do FGTS estava tranquilo na manhã deste sábado. Foram abertas, em todo o País, 1.891 agências, com 25.620 funcionários, no período das 9 horas e até às 15 horas. O atendimento é exclusivo para informações e atualização de cadastro de contas inativas do FGTS.

Mais cedo, em entrevista ao Broadcast, o vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, Arno Meyer, disse que os recursos que serão liberados no âmbito das contas inativas do FGTS podem contribuir para reduzir a inadimplência. “O uso dos recursos é livre, mas é recomendável que o trabalhador quite dívidas mais caras como crédito rotativo, cheque especial”, afirmou ele.

Sobre a possível atração de recursos das contas inativas do FGTS, que começa a ser liberado no dia 10 de março, o vice-presidente da Caixa afirmou que o banco fará um esforço de captação tanto para a liquidação de dívidas como para investimentos. Ele não revelou eventual meta de montante a ser obtido pelo banco. Disse, porém, que a Caixa tem benefício em relação aos outros bancos por ser a instituição que faz a ponte entre o trabalhador e o FGTS.