Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Fotos: Juliano Cunha – Banda B

Os cada vez mais frequentes ataques de cães a pedestres e usuários de uma praça do Bairro Alto, em Curitiba, vem preocupando moradores da região, que entraram em contato com a Banda B nesta terça-feira (2) para pedir ajuda. Localizada próximo ao cruzamento das ruas Brasílio de Lara e Coronel Domingos Soares, o local conta com brinquedos, academia ao ar livre e uma rampa de skate, mas os moradores garantem que a praça deixou de ser deles há algum tempo. Após a reclamação dos moradores, vários defensores dos animais se revoltaram nas redes sociais, já que garantem que os cachorros não tem culpa por ocuparem o espaço.

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Menino foi atacado na última semana (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

De acordo com o porteiro Joel de Lima, um menino chegou a ser atacado na última semana e acidentes acontecem quase todos os dias devido a presença deles. “São mais de 50 cachorros todos os dias e eles atacam sem motivo nenhum”, disse.

Segundo Lima, as pessoas passaram a andar pela região com pedras e pedaços de pau e a sujeira também preocupa. “Temos medo de doenças, as fezes deles trazem muitos bichos e o fedor é forte. Está uma nojeira”, concluiu.

Revolta

Após a publicação da reportagem, alguns defensores dos direitos animais entraram em contato com a Banda B para protestar contra a alegação dos moradores da região. Para eles os cachorros não tem culpa de ocuparem o espaço, já que só estão ali porque foram abandonados por alguém. “É um absurdo que pessoas tenham um pensamento como o desses moradores, nenhum cachorro ataca sem motivo. Se a criança foi atacada, alguém deve ter feito alguma coisa, já que uma criança de quatro anos não anda sozinha na rua”, disse.

Outro defensor criticou o uso de pedras e pedaços de pau, já que acredita que isso incita o ataque por parte do cão.

Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, que informou que os moradores da região devem entrar em contato com o Serviço de Apreensão de Cães Ferozes da Guarda Municipal pelo telefone 153. Se constatado que eles são perigosos, imediatamente são encaminhados ao Centro de Zoonoses.