A capacitação em gestão empresarial e o acesso à linha de crédito barato ofertados pelo programa “Bom Negócio Paraná”, do Governo do Estado, estão mudando a vida de muitos paranaenses. Em Francisco Beltrão, por exemplo, Fábio Watte incrementou suas vendas pela internet e aumentou em 15% seus lucros com venda de calçados. As quatro irmãs da família Rosa colhem frutos de dois prósperos empreendimentos, do ramo de distribuição de alimentos e de confecções. Já Tânia, Eliane e Rosane de Barros, que eram sacoleiras, conseguiram abrir sua primeira loja.

“Esse programa deveria até ser expandido para outros Estados, pelo fato de ter resultados muito positivos, que são a criação de novos empregos e o aumento de renda das famílias e da comunidade”, afirma o empreendedor Fábio Wette.

Já implantado em 85 cidades do Estado, o programa “Bom Negócio Paraná” oferece, gratuitamente, cursos de capacitação em gestão empresarial e consultorias para micro e pequenos empresários locais. Os cursos são ofertados numa parceria entre universidades estaduais e entidades como as federações das Indústrias, da Agricultura e do Comércio, além de associações comerciais.

Além disso, o programa permite aos empreendedores capacitados, também, o acesso à linha de crédito mais barata pelo Banco do Empreendedor, da Fomento Paraná, com juros entre os mais baixos do país – de 0,51% a 1,07% ao mês. As faixas de financiamento variam de R$ 300 reais a R$ 300 mil, de acordo com a capacidade de cada empresário. O prazo de pagamento vai de 12 meses a 60 meses.

O governador Beto Richa afirma que o Bom Negócio Paraná incentiva o desenvolvimento das economias dos pequenos e médios municípios. “Ao aliar capacitação gratuita com facilidade de acesso ao crédito com juros baixos, o Governo do Estado aumenta as oportunidades de negócios, gerando renda e empregos e, ainda, cria condições para que as pessoas se fixem nas suas cidades”, afirma Richa.

Francisco Beltrão está na quarta turma de cursos de empreendedorismo. Ao final da capacitação, que têm 66 horas, distribuídas em 22 dias, os empresários participam de uma feira, em que podem expor e divulgar seus produtos. “Temos casos de empresas que estavam em fundos de quintal e hoje estão instaladas no centro da cidade. O programa desperta na pessoa o lado empreendedor, a vontade de arriscar, crescer e investir”, diz Eliziane Farias, da Agência do Trabalhador no município.

Nesta semana, o “Bom Negócio Paraná” chega a mais cinco municípios. Em Bituruna (segunda) e Pinhão ( terça) os lançamentos reuniram centenas de empresários. Mallet (quarta), Inácio Martins (quinta) e Prudentópolis (sexta) são os próximos lançamentos.

Além de empreendedores informais, o programa atende, também, empreendedores individuais, sociedades empresariais, sociedades simples, arranjos produtivos locais e cooperativas de produção, de serviços e de trabalho.

CRESCER CADA VEZ MAIS – Após trabalhar por mais de 20 anos no setor de Recursos Humanos de uma grande empresa, Salete Rosa (50), moradora de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, resolveu abrir seu próprio negócio de distribuição de alimentos, em sociedade com as irmãs Ivonete, Elizete e o irmão Nadir. No ano passado, Salete e Ivonete migraram para o setor de moda, enquanto que Nadir e Elizete ficaram com a empresa de alimentos. Os quatro irmãos fizeram, juntos, o curso do “Bom Negócio Paraná”.

“A capacitação nos abriu bastante a mente”, diz Salete Rosa. “A gente começa um negócio com uma grande expectativa, mas logo percebe que não é tão simples. O curso nos ajudou a fazer planejamento, tanto de finanças como de gestão de pessoal”, afirma ela. “Meu sonho é crescer cada vez mais, abrir outras lojas e ser reconhecida no mercado”, afirma a microempresária.

A irmã de Salete, Ivonete Rosa (39), conta que antes dos conhecimentos adquiridos pelo “Bom Negócio”, a maneira como enxergava uma empresa, era diferente. “Ficávamos fechadas em um mundinho e o programa nos ajudou a abrir horizontes. Aprendemos muitas questões, que agora ajudam a lidar com funcionários e com as finanças. Foi ótimo”, afirma ela. O empreendimento já emprega três pessoas.

Entre roupas, manequins e bijuterias, as irmãs Rosa comemoram o sucesso nas vendas. Com o dinheiro do crédito, pretendem adquirir uma nova sala no centro da cidade. “Já adquirimos um segundo piso, agora pretendemos ter outra sala, mais moderna e com vitrines”, finaliza Salete.

Vendas Online – Fábio Watte, proprietário de quatro lojas de calçados, entrou no curso do “Bom Negócio” com um projeto em mente: revigorar suas vendas online. “A nossa empresa já tinha projetos alinhados com vendas pela internet. Com a capacitação, pude defini-los, tanto com a instrução, como com relação a outros colegas e profissionais que ministraram as aulas”, conta.

Depois que concluiu o curso e investiu nas vendas pela internet, Fábio passou a atender clientes de todo o Brasil, o que fez com que seus lucros subissem cerca de 15%. Hoje a empresa possui 60 funcionários. Dentro da sua estratégia, o empresário pretende dobrar este número. “Tudo do curso se aplica, se constrói e essas inovações dão segurança para próximos investimentos, a intenção é aumentar os números”, diz ele.

Watte está em fase de finalização de seu projeto para poder pedir o crédito oferecido pelo Governo do Estado. Com o dinheiro, pretende construir uma central de distribuição de produtos, para que as vendas sejam feitas de maneira mais organizada.

A solicitação do crédito está em fase de análise, que leva em conta o porte da empresa e o histórico de pagamento de compromissos financeiros. O dinheiro pode ser aplicado em capital de giro, obras, reformas, compra de móveis, instalações, montagens e aquisição de máquinas e equipamentos e compra de terrenos.

Crescimento – Há três anos, as irmãs Tânia, Eliane e Rosane de Barros eram sacoleiras, vendiam roupas de porta em porta. Quando o “Bom Negócio” chegou à cidade, trataram de se inscrever para receber o crédito. Conseguiram e, com o dinheiro, compraram móveis e abriram sua primeira loja. Elas trabalham na loja e já têm duas funcionárias.

Depois do financiamento, as irmãs receberam um telefonema da Agência do Trabalhador, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, convidando-as para fazer o curso de gestão de empreendedorismo. “O curso ensinou bastante coisa, algumas formas de trabalho, que a gente até sabia a teoria, mas não sabia como colocar em prática”, conta Tânia. “Por exemplo, a questão da margem que a gente deve colocar sob a mercadoria e o atendimento especial aos clientes”, conta Tânia.

Francisco Beltrão – Com 83 mil habitantes, Francisco Beltrão recebeu o Bom Negócio há menos de um ano, mas já faz sucesso entre os empresários. “Temos muita procura devido a propaganda boca a boca, que um amigo indica pro outro”, conta Eliziane Farias (29), coordenadora pedagógica da Agência do Trabalhador de Francisco Beltrão.

“Além do conhecimento sobre gerenciamento do negócio, sobre como lidar com o dinheiro e como agregar valor ao seu produto, a questão do crédito tem grande repercussão aqui na nossa cidade, pois é um município em fase de crescimento”, diz Eliziane, da Agência do Trabalhador em Francisco Beltrão.

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