Do Jornal Zero Hora

O relato que a assistente social Edelvânia Wirganovicz deu à Polícia Civil ao confessar participação na morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, mostra um roteiro de frieza e premeditação, no qual Edelvânia justifica o fato de ter aceitado participar do crime de forma singela. “Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca, era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino”.

Pelo relato de Edelvânia, Graciele (conhecida como Kelly entre as amigas) planejava há muito tempo a morte do enteado, considerado um “incômodo” na vida do casal.

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(Foto: Arquivo pessoal)

No trajeto em direção ao local onde seria enterrado, Bernardo teria ouvido da madrasta mais uma vez a explicação de que estava indo a uma consulta com uma benzedeira e que precisava, para isso, levar um “piquezinho na veia”. Edelvânia disse à polícia que “mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho cor azul. Que Kelly aplicou na veia do braço esquerdo com uma seringa e ele foi apagando.”

Depois de tirar a roupa – que seria o uniforme da escola – e os tênis, enterraram o menino, sem conferir se ainda estava vivo: “Que a depoente e Kelly colocaram o menino no buraco sendo que Kelly jogou a soda sobre o corpo e a depoente colocou pedras. Que a depoente acha que ele já estava morto. Que a depoente não viu se Kelly olhou se o menino tinha pulsação”.

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