Da Redação

A adoção de crianças e adolescentes é ainda um desafio para a sociedade brasileira. Dados do Cadastro Nacional de Adoção, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça, mostram que, em 2013, havia 5500 crianças em condições de serem adotadas no país, contra quase 30 mil famílias na lista de espera.

Nos últimos três anos, 3015 adoções foram registradas, um número pequeno se comparado com as famílias prontas para ganhar um novo filho. A partir dessa matemática, a grande questão é: se há tantas pessoas dispostas em adotar, por que o número de crianças nessas condições não para de crescer?

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(Foto: Divulgação)

A mesma pesquisa do Cadastro revela, ainda, que, dos pretendentes, 32% só aceitam crianças brancas e 38% se mostra indiferente em relação à cor do futuro filho. Além disso, há outro fator que dificulta ainda mais a situação: a idade. Apenas 4,1% das crianças tem menos de quatro anos de idade, faixa etária preferida das famílias.

Pensando nesses números, surgem várias dúvidas. O que vem sendo feito para mudar esse panorama e incluir as crianças em lares brasileiros? Qual é o futuro daqueles que não conseguem ser adotados? Como essa discussão afeta a sociedade como um todo?

Essas e outras questões serão discutidas no Banda B Rádio Debate, que vai ao ar neste domingo (17) às 12h. Os convidados desta edição são: Hália Pauliv de Souza, professora que adotou duas filhas e hoje é membro do Grupo de Apoio à Adoção Consciente de Curitiba; Renata Pauliv de Souza Casanova, psicóloga e filha adotada de Hália; Tathiane Carmello Fukui, psicóloga e analista judiciária da 2ª Vara da Infância e da Juventude; e Aristéia Moraes Rau, fundadora do Movimento Nacional das Crianças Inadotáveis.

O programa é apresentado pelo jornalista Adilson Arantes, tem a produção de Geovane Barreiro e reportagens de Luiz Henrique de Oliveira e Elizangela Jubanski.

Quem quiser dar sugestões de temas pode enviar email para: [email protected]

Ouça a chamada do programa abaixo:

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