Por Elizangela Jubanski e Geovane Barreiro

Os bancários de Curitiba vão participar da manifestação nacional nesta quinta-feira (4) contra o um projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil. No entanto, a manifestação não vai afetar o atendimento das agências bancárias, segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba. O presidente, Otavio Dias, em entrevista à Banda B, afirmou que haverá caminhada antes da abertura das agências para alertar a população sobre o projeto, mas que, depois, as agências estarão com o atendimento normal.

“A mobilização chamada pela Confederação Nacional é para chamar atenção dos bancários e de toda a sociedade. Essa discussão sobre a terceirização vem sendo discutida há anos e infelizmente esse projeto só vem atender ao sistema financeiro nacional e as grandes empresas. Vamos fazer uma caminhada na entrada, então o atendimento, a princípio, não será afetado”, explica.

O presidente ainda afirma que a aprovação desse projeto vai tornar o serviço precário. “Queremos emprego, mas emprego que tenha qualidade, que tenha remuneração justa, benefícios justos. Nós bancários que temos uma história de 21 anos de convenção coletiva onde diversos benefícios foram conquistados ficamos diante de um projeto que vem para trazer precariedade ao serviço”, defende.

Com a aprovação da terceirização, os concursos públicos para selecionar vagas de trabalho podem passar a não existirem mais. “Essa também é uma grande preocupação porque você terceirizando um serviço pode por fim no concurso público de todos os bancos”, aponta.

A pauta de votação do projeto da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados ocorre na próxima terça-feira (9).

Nacional

A paralisação vem sendo convocada também pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), que está mobilizando diversas categorias de trabalhadores para uma paralisação conjunta no dia 11 deste mês, em apoio a diversas reivindicações trabalhistas.

Algumas das bandeiras que serão reivindicadas, além do combate ao projeto de lei sobre a terceirização, incluem o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas, o direito de greve dos servidores e o fim das demissões imotivadas para diminuir a rotatividade de empregos.