Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Foto: Antônio Nascimento - Banda B

Foto: Antônio Nascimento – Banda B

Centenas de professores da rede estadual de ensino se reuniram na tarde desta terça-feira (30), em ato que relembra os 28 anos da repressão policial sofrida pela categoria na Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba. A mobilização acontece no mesmo lugar que, em 1988, a categoria foi dispersada com o uso de cães, bombas de efeito moral e cavalos por ordem do governo do estado.

De acordo com a secretária de Finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, o 30 de agosto marcou o magistério e a mobilização anual busca lembrar e também trazer as atuais reivindicações para o Palácio Iguaçu. “Nosso ato é para lembrar e também fazer com que isso nunca mais ocorra, mas no ano passado lamentavelmente fomos vítimas também do 29 de abril. Desta vez estamos com pendências, que são as mesmas desde outubro do ano passado e que não são atendidas pelo governador Beto Richa”, disse.

No final da manhã, os sindicalistas foram recebidos pelo secretário chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Valdir Rossoni, e pela secretária da Educação, Ana Seres. Entre os pontos discutidos está a nomeação de aprovados em concurso e também a abertura de novas vagas para agentes educacionais.

Pela manhã, a manifestação contava com cerca de 7 mil pessoas, segundo balanço da APP-Sindicato. Já a Polícia Militar informou que eram 5,5 mil manifestantes. “Queremos que tudo isso seja levado ao governador, como também o pagamento das promoções e prorrogações em atraso. Então, debaixo de chuva, estamos aqui”, concluiu Marlei.

Durante a manifestação, era possível perceber ainda faixas de protesto contra o presidente em exercício, Michel Temer.