Por Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

“Ô seu guarda, eu tava de cinto, o senhor não viu por causa da minha camisa do Vasco da Gama“. Parece brincadeira, mas essa justificativa já foi dada por um curitibano multado nas ruas da capital. Quem contou isso foi Rodrigo Kozakiewicz, supervisor do departamento de infrações do Detran-PR. Em entrevista à Banda B, neste domingo (20), ele também falou sobre o que o motorista precisa fazer para entrar com recurso no caso de uma multa mal aplicada.

VASCO DA GAMA MULTAS

(Foto: Divulgação Detran-PR)

“O pessoal recorre pouco ainda no Paraná, é um número pequeno que não chega a 5% dos condutores autuados. Alguns fazem fora do prazo e sem a documentação necessária, o que invalida o processo. Muitos acham difícil recorrer e preferem pagar a multa, mas estão enganados, porque trata-se de um processo simples”, garantiu o supervisor.

De acordo com ele, os recursos podem ser feitos em três instâncias. “É bem simples em um documento que pode ser até escrito com a mão. No 1° momento, a defesa é feita junto ao órgão municipal. Caso não consiga êxito, a 2° instância é junto à Jari (Junta Administrativa de Recursos a Infrações). Por fim, o motorista tem a 3° instância que é o Cetran (Conselho Estadual de Trânsito)”, contou Kozakiewicz.

O supervisor de infrações também explicou como funcionam os prazos. “O motorista multado na rua, por policiais militares, tem 15 dias para recorrer após a aplicação. No caso de multas que chegam por meio de carta até a residência, são 15 dias após o recebimento da correspondência. Está explicado no documento a quem recorrer, mas normalmente são os órgãos de trânsito municipais”, disse ele, destacando que isso não vale para multas por embriaguez ao volante ou em casos de veículos rebaixados, onde o recurso deve ser aos órgãos estaduais. “Já nas multas em rodovias, o recurso é feito junto à Polícia Rodoviária Federal”, explicou.

Casos inusitados

VASCO DA GAMA

(Foto: Reprodução)

Se tem aqueles que tem razão, outros se perdem nas justificativas e protagonizam casos hilários. “Teve um rapaz que disse que estava de cinto, mas o guarda não percebeu por causa da camisa do Vasco da Gama. Ele afirmou que o cinto estava sobre a listra. Em outros casos, tem motorista que diz que não estava falando ao celular, mas sim penteando o cabelo e coçando a orelha”, relatou.

Por outro lado, existem as boas justificativas, e o supervisor de infrações explicou o que é necessário para se ter um recurso vencedor. “Documentos e provas, como fotos, que comprovam o erro. Por exemplo, no caso de um carro com placa clonada, basta provar que o veículo não estava em determinado lugar no dia da multa”, garantiu.

Quem ficou com dúvidas e quer mais informações, pode ligar no telefone 0800 do Detran, o 0800-643 73 73.