A secretária estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, e o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) e do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coede), Mauro Nardini, entregaram nesta quarta-feira (30/01) 20 cadeiras de rodas para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais. São 10 cadeiras de uso pessoal, doadas pela ADFP, e 10 cadeiras de rodas para banho aquiridas pela Secretaria da Justiça, que investiu R$ 7.970,00.

Durante a entrega das cadeiras, a secretária Maria Tereza destacou o compromisso do governo do Paraná com a segurança da população e com o rigor no respeito aos direitos humanos de todos os paranaenses, incluindo a população carcerária. “Nosso compromisso é justamente com a qualidade de vida das pessoas, estejam ou não encarceradas. E, no caso dos internos, estamos dando atenção especial aos que têm problemas de acessibilidade”.

“Apenas quatro cadeiras de uso pessoal e três de banho estavam em uso no presídio, e todas em estado deplorável”, disse o diretor do CMP, Marcos Müller. “Com as novas cadeiras vamos melhorar o atendimento a essas pessoas que estão cumprindo pena, mas que nem por isso perderam seus direitos de cidadão”, afirmou. Dos 681 presos que cumprem pena hoje no CMP, 20 são cadeirantes e não dispõem de cadeiras de rodas próprias.

Para o presidente da ADFP e do Coede, o ato desta quarta-feira “demonstra a preocupação do governo do Paraná com a qualidade de vida da pessoa com deficiência, mesmo aquela que está reclusa no sistema penitenciário”. Segundo Mauro Nardini, as novas cadeiras de rodas “vão dar mais conforto e muito mais qualidade de vida para essas pessoas. São equipamentos que garantem a autonomia da pessoa com deficiência, que pode tocá-la sozinha. As cadeiras de banho têm também novos recursos, incluindo a ausência de pontos sujeitos à ferrugem e outras facilidades”.

Para o detento W. F., essas cadeiras são bem-vindas para todos os que necessitam delas para se locomoverem. “Eu preciso da cadeira de roda porque tive a perna direita amputada, e essa cadeira vai ser de muito uso para mim”. Essa é a mesma opinião do detento C. S.: “Estou aqui há 9 meses e essas cadeiras estão vindo em boa hora, porque nós estávamos em uma situação precária”.