Por Maisy Pires e Antônio Nascimento

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Um dos carros foi abandonado em frente ao hipermercado. (Foto: Antônio Nascimento/Banda B)

Uma tentativa de assalto dentro do hipermercado Condor em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde deste domingo (07), deixou várias pessoas feridas, entre elas crianças e adolescentes. Os assaltantes estavam fortemente armados e entraram no local para assaltar um carro forte.

De acordo com informações do Tenente Ivair Novato, os assaltantes tentaram abordar os vigilantes do carro forte no momento que estavam saindo do hipermercado. “Os vigilantes do carro forte estavam saindo do mercado com o malote de dinheiro quando foram abordados pelos bandidos. Os rapazes se assustaram e correram para dentro do hipermercado. Os marginais foram atrás e aí começou a troca de tiros. Houve vários disparos dentro do local”, disse o Tenente em entrevista à Banda B. Segundo Novato, pelo menos 4 pessoas foram atingidas, entre elas uma criança. “Umas 4 ou 6 pessoas foram atingidas, ainda não sabemos ao certo. Uma criança, precisamos confirmar a idade, também ficou ferida e foi socorrida pelos policiais”, completou.

Um cliente tentou se esconder, mas foi feito refém por alguns minutos por um dos bandidos. “Eu e minha esposa estávamos saindo e vimos uns caras encapuzados. Nós nos jogamos do lado dos carrinhos e ouvimos vários tiros. Eram muitos tiros. E aí um dos bandidos me viu, me pegou pela blusa e disse que eu ia com ele”, contou o rapaz. “Eu fiquei com muito medo, mas pedi pra ele ficar calmo e que eu ia fazer tudo que ele mandasse. Ai ele me puxou lá pra fora e ficou me segurando. Mas acabou me soltando e fugiu com os outros caras. Eu pensei que ia morrer”, completou a testemunha.

Os bandidos estavam em dois veículos, um deles foi abandonado em frente ao hipermercado e o outro nas imediações. A Polícia Militar não tem mais informações.

Posição do Hipermercado

O diretor administrativo da rede Condor, Wanclei Said, pediu desculpas aos clientes em razão do episódio e salientou que o local tem segurança particular, mas os funcionários não podem usar armas de fogo. “Eu peço desculpas aos nossos clientes. A nossa empresa tem segurança particular, mas os nossos funcionários não puderam reagir, pois eles não usam armas”, disse o diretor. “Se tivesse uma prevenção do estado isso não teria acontecido. O problema é que o estado está transferido a responsabilidade para as empresas, mas a segurança é de responsabilidade deles”, completou.