Guardas Municipais de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, decidiram reduzir as ações para exigir a melhoria na infraestrutura e na segurança da corporação, que completa um ano no próximo dia 18. De acordo com um guarda que não quis se identificar, em entrevista à Banda B na manhã deste sábado (6), as ações foram reduzidas na última quinta-feira e hoje a Guarda só atende casos de depredação pública.

“Deixamos de lado as questões que oferecem risco a nossa segurança, já que nos tornamos alvo de bandidos. Nós não estamos armados, não temos viaturas em bom estado, então fazemos uma espécie de operação tartaruga”, disse.

Segundo ele, não existem condições de atender o município apenas com dois veículos Uno, já que o carro não possui nem a gaiola para manter o preso. “Essa situação vem se arrastando desde o início da Guarda e nunca tivemos apoio, infelizmente a população que acaba prejudicada com isso. Mas como vamos proteger, se não estamos protegido”, questionou.

O município hoje conta com 30 guardas que se dividem por turnos e a única ação que vem sendo realizada é a vigilância do patrimônio público. “Não podemos efetuar uma abordagem se ele está armado e a gente não”, concluiu.

Devido às complicações políticas na cidade, a corporação ainda não conseguiu notificar a prefeitura municipal, já que um superintendente ainda não foi nomeado. A Banda B tentou contato com a Prefeitura de Colombo, mas ninguém atendeu as ligações neste sábado.