Por Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira

Pela manhã, categoria fez protesto no Centro (Foto: Divulgação Sismmac)

Após quatro dias consecutivos de paralisação, os professores da rede municipal de ensino decidiram suspender a greve da categoria na tarde desta sexta-feira (24). De acordo com o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), a mobilização irá continuar e, caso a prefeitura não avance com as negociações, uma nova paralisação não está descartada.

“Ontem não tivemos nenhuma resposta concreta sobre nossas reivindicações, então retornamos para as aulas na segunda. Dependendo da Prefeitura, com o estado de greve, podemos voltar a paralisar as atividades”, explicou Andressa Fochesatto, da diretoria do Sismmac.

Em encontro com a categoria, o prefeito Rafael Greca disse na noite de quinta-feira (23) que não há nenhuma possibilidade de atender a categoria este ano, principalmente no que se refere ao plano de carreira. “Mostrei a eles a grave situação financeira da prefeitura e deixei claro que é preciso que o equilíbrio financeiro seja recuperado para qualquer ação neste sentido. Os professores deveriam ter cobrado a inclusão do plano no orçamento deste ano ao antigo prefeito e não fizeram isso. Falharam. E sem cobertura orçamentária a promessa do plano em 2017 é como um cheque sem fundo”, afirmou Greca ao final da reunião.

Foshesatto disse ainda que a negociação tem sido bem difícil, mas um calendário de reivindicações foi aprovado para pressionar a administração municipal. “O entendimento da categoria foi o de retornar para a sala de aula e discutir nesse próximo período várias pautas, como a reposição de aulas e a não penalização aos professores grevistas”, concluiu.

Nesta sexta, segundo a Prefeitura de Curitiba, 61 escolas foram afetadas nesta sexta-feira (24). Ao todo, das 185 escolas, 35 tiveram atendimento parcial e 26 escolas não funcionaram durante a manhã.

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