Redação

Campanha lançada pelo Portal www.euamocuritiba.com..br

Após a postagem de uma internauta sobre um constrangimento que passou num bar do Batel, por não conseguir entrar no estabelecimento por usar uma rasteirinha, outras centenas de internautas resolveram lançar uma campanha nas redes para que os curitibanos usem chinelos em todos os lugares.

Uma das iniciativas que já viralizou é do Portal “Eu Amo Curitiba“, que lançou a campanha: “Chinelaço – Pela Legalização do uso do chinelo em qualquer lugar”. Com #euamousarchineloemcuritiba, a campanha ganhou a simpatia de vários internautas.

Mariana Martins usa chinelo para ir trabalhar – euamocuritiba.com.br

“É um absurdo a gente não poder usar o calçado que quiser, a roupa que quiser pra andar em Curitiba. Pelo uso do chinelo sim. Pode ser rasteirinha, sandália, pode ser bermuda, o que for. Liberdade a todos. Chega dessa coisa antiga que seleciona uma pessoa pela traje que ela usa. Isso não funciona e é por amar Curitiba e suas diferenças que nosso Portal lançou a campanha pelo uso de chinelos em qualquer lugar”, explica a coordenadora do Portal “Eu Amo Curitiba“, Mariana Martins.

A campanha pelo uso de chinelos em qualquer lugar incentiva o internauta a compartilhar o post em suas redes sociais. “Pelo fim da ditadura dos sapatos. Eu amo usar chinelo de dedo e gostaria de ser bem recebida em qualquer lugar. É um direito! Cafona é ditar o que devemos usar. Moda é autenticidade”, completa Mariana.

Como tudo começou

Uma internauta contou que foi com o marido para saborear comida japonesa quando foi surpreendida pelo responsável pelo cadastro. “Ele estava na entrada do estabelecimento e me olhou de cima para baixo, com desdém, e pediu os meus documentos e de meu marido. Eu então aguardei para entrar e ele voltou, dizendo que não era permitido estar ali de chinelo”, iniciou.

Segundo a internauta, neste momento ela questionou o funcionário. “Eu disse que era uma rasteirinha, calçado de verão, e ele me respondeu que isso depende da interpretação. Eu peguei os meus documentos e falei: ‘Deixa para lá! Que vá a merda!’; e ele me olhou e falou: ‘Vá você’”, complementou.

Por fim, ela lamentou a vergonha que passou no local. “Passei por uma vergonha em um local que prima pela qualidade. Não era um chinelo, era um rasteirinha”, concluiu.

No dia seguinte, a internauta apagou a postagem feita no grupo, após contato dos responsáveis pelo bar. Eles pediram desculpas, ela aceitou, mas afirmou que não voltará mais neste bar.

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