Por Felipe Ribeiro

Foto: Juliano Cunha - Banda B

Foto: Juliano Cunha – Banda B

Após pressão de pais e professores, a secretaria estadual da Educação (Seed) decidiu reavaliar neste sábado (24) o fechamento da Escola Estadual Dom Orione, no bairro Santa Quitéria, em Curitiba. De acordo com a superintendente da Educação do Paraná, Fabiana Cristina Campos, a escola é bastante tradicional na região e encerrar as atividades poderia ser prejudicial aos alunos.

“A intenção das assembleias que estamos realizando no estado é justamente fazer a proposta e ouvir a comunidade. A Dom Orione é premiada e possui várias realizações, então não estar fisicamente no local é ruim para o bairro mesmo que o espaço seja locado. Temos uma reunião no dia 4 de novembro com a direção e a associação de pais para uma definição”, disse.

A assembleia realizada na instituição na noite de sexta-feira lotou o espaço da escola. Professores temiam que o fechamento poderia superlotar outras escolas da região. “Sabemos que a medida irá superlotar as outras escolas, em um número acima da legislação e isso atrapalha todo o trabalho. O que está dando certo não pode acabar”, disse a vice-diretora Ana Maria Veiga.

Fechamento de escolas

A informação de que o governo do estado poderia fechar dezenas de escolas surgiu nesta última semana a partir de denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato). A Seed admitiu que estuda encerrar as atividades em 71 instituições para diminuir os gastos com aluguel, mas a superintente Fabiana garante que nada é definitivo e tudo passará por avaliação das comunidades escolares.

“Temos no estado diversas escolas em prédios locados em contrapartida com salas ociosas em prédios do governo. Apenas no Centro de Curitiba são 55 salas que podem receber alunos da região sem superlotação. Está em estudo e em processo de conversação”, concluiu.

A APP Sindicato se mobiliza contra o fechamento e para a diretora de Finanças da entidade, Marlei Fernandes, o fechamento de escolas é “um crime”.  “Hoje ainda temos 35% de pessoas com idade escolar para o ensino médio fora das escolas e temos a promessa que um terço das instituições teriam tempo integral. O governo fica num jogo de diz, mas não diz e não sabemos o que está sendo feito”, disse na quinta-feira à Banda B.