Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

(Fotos: AN/Aramis Jr)

Cerca de 300 taxistas se reuniram na Praça Eufrásio Correia, no Centro de Curitiba, para protestar contra a falta de segurança. Na madrugada de hoje (18), um jovem taxista Wuiliam Felipe Cardoso, 23 anos, foi morto com diversos golpes de faca durante um assalto no bairro Sítio Cercado. Ele tinha sido vítima de outro roubo na noite de sexta-feira (16). Colegas de profissão alegam que, por dia, há pelo menos um registro de assalto à mão armada. Esses dados não foram confirmados pela Polícia Militar (PM).

O ponto de encontro aconteceu em frente à Câmara Municipal de Curitiba, por volta das 15h45. Após um buzinaço, eles seguiram em carreata até a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e também à Urbs, na Rodoviária de Curitiba. Segundo os organizadores, o grupo ainda faria um protesto no local do crime, no bairro Sítio Cercado, para então seguir em uma carreata silenciosa até o Cemitério Vertical, onde o corpo do jovem será enterrado. Há viaturas da Secretaria de Trânsito (Setran) fazendo as mediações nas ruas.

O taxista Dicson Brian, que participa da organização do protesto, diz que a classe está de luto e vai se unir para ter mais segurança nas ruas. “Estamos revoltados com a falta de segurança, a falta de respeito, porque a gente não tem nada de bom em contrapartida, só pagamos, pagamos, somos fiscalizados e não temos nada, nem policiamento, nem nada”, desabafa. Para ele, o órgãos públicos estão com métodos engessados. “Precisamos de alternativas porque essas que existem não estão funcionando”, alega.

Outro colega de profissão disse que há registros de assaltos todos os dias. “Pelo menos um carro nosso é assaltado todos os dias. A Urbs tem que montar um rastreamento, ou ter botão do pânico para que seja acionado”, acredita um dos manifestantes.

Para esta segunda-feira (19), a categoria promete se unir aos guardas municipais e fazer um protesto em frente à Prefeitura de Curitiba, às 8 horas.

Crime

Wuiliam Felipe Cardoso, 23 anos, foi morto na rua Professor Brasil Pinheiro Machado. Segundo testemunhas, uma dupla chegou caminhando até o ponto de táxi da rua Izaac Ferreira da Cruz, próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e pediu uma corrida. O primeiro taxista teria recusado, por atender apenas corridas vindas da Central. Cardoso aceitou levar os dois rapazes. Após horas sem retorno, taxistas tentaram contato com o jovem, em vão.

O corpo do taxista estava entre os bancos e havia muito sangue pelos bancos e nas portas. As costas estavam bastante feridas e o pescoço com um corte profundo. O rádio estava entre as pernas do taxista, o que pode indicar que ele tenha tentado pedir socorro.

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