Da Redação

Rua Amintas de Barros ficou bloqueada a tarde inteira (Foto: Divulgação UFPR)

Rua Amintas de Barros ficou bloqueada a tarde inteira (Foto: Divulgação UFPR)

Após a votação do Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que definiu a adesão do Hospital de Clínicas à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), manifestantes desligaram a energia do prédio da Reitoria e tentaram entrar no prédio da instituição. A Rua Amintas de Barros foi bloqueada e alguns manifestantes seguiam em frente ao pátio da Reitoria até o final da tarde.

De acordo com a universidade, os integrantes do conselho aprovaram a proposta de gestão compartilhada do Hospital de Clínicas e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral com a Ebserh por 31 votos a nove. A reunião precisou ser feita por meio de videoconferência e telefone, segundo a assessoria.

Manifestantes questionaram a forma como a votação ocorreu, já que metade dos conselheiros não estava presente na Reitoria da universidade. A votação deveria ocorrer por videoconferência, mas como a energia foi cortada, ocorreu por telefone. Os manifestantes também lamentaram a ação truculenta dos policiais, já que muitas pessoas acabaram atingidas pelo spray de pimenta e o gás lacrimogênio. Por fim, eles questionam a legitimidade do conselho, já que a ata não foi assinada por metade dos conselheiros.

De acordo com a universidade, os manifestantes (alunos e servidores técnico administrativos) desrespeitaram decisão do juiz da 11.ª Vara Federal, Flavio Antônio da Cruz, favorável ao interdito proibitório ingressado pela Procuradora Federal do Paraná para garantir a sessão do conselho.

Na quinta-feira (3) deve ocorrer uma reunião do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da UFPR, onde haverá deliberação sobre a aprovação do contrato de cogestão do HC com a Ebserh. Uma nova manifestação deve ocorrer neste dia.

Confronto

Durante a manhã, um estudante da UFPR foi detido e encaminhado ao 1º DP, na região central. Cerca de dez viaturas da Polícia Militar estiveram no local desde as 9 horas quando a aglomeração de manifestantes tomou corpo. A Polícia Federal (PF) permaneceu dentro do prédio e utilizou spray de pimenta para conter a confusão.

“Infelizmente, adversários da proposta recorreram ao uso da força e desrespeitaram a Justiça e o Conselho Universitário, que tem plena legitimidade e representação da sociedade, dos alunos, professores e servidores. A violência e o quebra-quebra que um grupo de manifestantes promoveram hoje foi uma agressão não apenas à UFPR , à autonomia universitária e aos conselheiros, mas a todo o povo do Paraná, que precisa e quer que o HC continue atendendo à população do Estado 100% pelo SUS e sendo o maior hospital público do Paraná”, comentou o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho.