Por Felipe Ribeiro

Apesar da decisão de embargo imediato das obras, expedida pela Justiça do Trabalho, o que pode ser visto na Arena da Baixada na manhã desta quarta-feira (2) era a continuidade normal dos procedimentos de ampliação do estádio. A decisão atendeu uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que tomou como base o um relatório do Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura (GMAI), que é subordinado ao MPT, apontando 208 autos de infração durante visita de fiscalização.

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Foto: CAP/SA

De acordo com a Justiça do Trabalho, o relatório demonstrava “o grave risco de soterramento de trabalhadores, atropelamento e colisão, queda de altura e projeção de materiais, dentre outros graves riscos”. A pena para descumprimento da decisão é de R$ 500 mil, mas a princípio a construtora que administra a obra, a CAP/SA, empresa criada pelo Atlético Paranaense com fim específico para a Arena, não foi notificada.

As obras de ampliação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo foram embargadas no final da tarde de ontem. O pedido havia sido recusado pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego no Paraná, Neivo Beraldin, anteriormente, que afirmou à reportagem da Banda B, que o Atlético havia se comprometido e já teria executado melhoria nas condições de trabalho dos funcionários. “Essa obra é de uma magnitude imensa para a população do Paraná, não se pode embargá-la toda hora, já que existe um prazo apertado para a Copa do Mundo. Se ela é parada, os funcionários teriam que trabalhar em um dia de chuva, por exemplo, o que traz muito mais perigo”, afirmou ao programa Balanço Esportivo de ontem.

As infrações registradas pelo GMAI dizem respeito, basicamente, a falta de proteções coletivas que evitem o risco de quedas de materiais e de trabalhadores, instalações elétricas temporárias, escavações sem o devido escoramento e andaimes sem piso completo.

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