Por Felipe Ribeiro e Rodrigo Dornelles

Dionísio Filho no Band na Copa (Foto: Terceiro Tempo)Dionísio Filho no Band na Copa (Foto: Terceiro Tempo)

A morte do comentarista Dionísio Filho pegou de surpresa muitos amigos e personalidades de Curitiba. Conhecido principalmente no meio do futebol e da política, a notícia do falecimento de Djonga deixou a manhã de Carnaval menos colorida em nossa cidade. Várias personalidades deixaram uma última palavra em homenagem ao Sangue Bom.

Acompanhe os relatos logo abaixo:

Foto: ReproduçãoDionísio e Luiz Carlos Martins (Foto: Reprodução)

Deputado Estadual e radialista Luiz Carlos Martins

Um ouvinte hoje de manhã disse bem, o Djonga não combina com a morte. Ele não quer a nossa tristeza, ele quer que a gente reflita do valor da vida, de viver bem, conviver bem com as pessoas. O Djonga é uma pessoa especial e marcou profundamente todos nós. Ele é um dos caras que mais trabalhou na vida. Honrado, honesto e de um grande caráter. Ele tinha o poder de animar as pessoas e que continue animando todos nós. Um amante do futebol, do esporte e da música, um homem show. Ele era o responsável pela nossa alegria e deixa muitos amigos.

Gustavo Fruet, prefeito de Curitiba

Meus sentimentos aos familiares. O Paraná perde um grande homem. Minha geração se acostumou a ver o Dionísio jogar. Um atleta aguerrido, que depois se transformou em um dos comentaristas mais lúcidos e bem humorados do nosso estado.

Alex, ídolo do Coxa

Fui pego de surpresa com a notícia do internamento e hoje com a triste notícia do falecimento. Ninguém gostaria de ouvir, mas todos estamos todos sujeitos a isso. Eu fico com a imagem boa, com a imagem dele sorridente, dele para cima. Ele é um sujeito que sempre será muito bem lembrado e que a família possa ter força para passar por esse momento delicado. Ele foi um grande homem e as lembranças sempre serão as melhores.

Milton Neves, TV Bandeirantes

O momento não é de pular carnaval, por várias vezes eu estive em Curitiba e encontrava muito esse cara alegre e cheio de história. Ele fez um Band na Copa com a gente e ficou feliz da vida de aparecer em rede nacional. Ele foi convidado pelo Neto e sorridente ele conquistou a todos nós. Um amigo que fará muita falta.

Caio Jr, ex-jogador e treinador de futebol

Djonga pra mim era uma pessoa muito especial. Eu fui substituído por ele quando saí da Banda B e quando voltei tive a honra de trabalhar com ele. Discutir nos debates, falar sobre futebol fora do campo também e entender como ele era uma pessoa diferente. Sempre alegre, tinha umas sacadas geniais de futebol, porque entendia de futebol. Mas o forte dele mesmo era que ele era uma pessoa generosa, ele era educado, atencioso, se preocupava com as pessoas. A última vez que tive com ele foi em um programa de televisão de Curitiba e ele fez questão de me apresentar pra todos os funcionários da televisão, dizendo que eu era um grande treinador, porque ele era generoso, ele queria o bem, ele queria o bem de quem ele gostava. Eu sinto muito mesmo em perder um amigo, uma pessoa tão especial como o Djonga. Eu vejo que Curitiba nunca mais vai ser a mesma sem o Djonga, o futebol, de Curitiba nunca mais vai ser o mesmo, infelizmente. Eu queria deixar um grande abraço pra família, pros amigos, infelizmente não poderei estar em Curitiba, queria muito. Mas lamento muito aqui, distante, e queria dizer que Djonga nos deixou, mas vou estar sempre com você no meu coração.

Vereador Pier Petruzziello

Esse é um dia muito triste para todos nós. Perdemos um grande amigo, um cara que estava sempre sorrindo. Eu acabei de sair da Câmara Municipal e lembrei que aqui no estacionamento debatíamos a rodada da semana. Ele sempre teve pontos de vista incríveis. Uma vez ele subiu no meu gabinete para mostrar quando foi capa da Placar e eu mandei um recado para o Alex contando a história. O Alex me respondeu que o Dionísio era demais, era bom mesmo em campo. Fui aluno da esposa dele e peço muita luz para a família

Rogério Bacellar, presidente do Coritiba

Esse é um dia triste para a nação coxa-branca, ele foi exemplo de comentarista e como homem. Quando o Coritiba veio jogar em Foz, eu cheguei a falar com ele, mas Deus sabe o que faz e levou essa pessoa maravilhosa. Além de ter sido um jogador excepcional, o povo paranaense perdeu um comentarista isento e que passava a maior credibilidade aos seus ouvintes. Um perda irreparável.

Luiz Carlos Casagrande, vice-presidente do Paraná

Perdemos um guerreiro. Conheci ele em 1981, vi a trajetória toda dele. Agora é hora de rezar. Esse é um momento muito difícil e todas as homenagens serão poucas. Por tudo que ele representou, é um dia muito triste. Infelizmente a vida é assim, e ele foi embora muito precocemente. Jamais algum de nós imaginou que seria dessa forma.

Domingos Moro, ex-dirigente e advogado esportivo

Meus cumprimentos à direção da casa, à toda equipe esportiva e aos ouvintes da Banda B. O Dionísio era uma figura muito querida que eu conheço há muitos anos, primeiro como torcedor e ele jogador de futebol. Depois como dirigente e ele já comentarista de rádio. Depois colega na época em que estive em emissoras também trabalhando, mas sempre mantendo com ele uma relação muito estreita de muita amizade, muito respeito, muita admiração, não só por ele como por membros de sua família que tive a satisfação de conhecer. Embora não estando agora em Curitiba, vinha companhando notícias da internação dele, procurando saber informações mais detalhadas e hoje, infelizmente, pela manhã, ao acessar a internet, fiquei sabendo da notícia e fiquei muito triste. Muito jovem ainda, uma carreira brilhante, é uma pena, realmente. Como ainda é de manhã, costuma-se dizer ‘bom dia’, mas infelizmente hoje não é um dia bom, é um dia triste porque nós empobrecemos nas nossas amizades e no metiê em que ele atuava também ficamos mais pobres.

O Dionísio tinha, além de brilho próprio, uma presença muito própria. Grande como ele era, ele era grande também na forma de se expressar não só no rádio, mas no convívio pessoal. É uma lacuna, a vida, a medida em que ela avança, ela vai ficando em certos aspectos, com menos brilho, menos felicidade, menos alegria. Esse é o sentimento que tenho nesse momento, de perda, de lacuna, de tristeza. Até pela idade do Dionísio, muito jovem ainda, muito tempo de profissão, de vida, de existência pela frente, mas Deus quis assim e ele estará animando la em cima muito mais agora, muito mais pessoas que ele conviveu do que ele estava fazendo aqui. Queria aproveitar a oportunidade pra externar aos familiares as minhas mais sinceros condolências, o meu pesar, a minha tristeza. Eu deve estar de volta em Curitiba por ocasião da missa de sétimo dia, com certeza estarei presente.

Fernando César, ex-locutor esportivo da Banda B

FERNANDO-E-DJONGAFoto: Reprodução

Um dia realmente triste demais, a ficha parece que não caiu ainda porque o Dionísio sempre foi e sempre será um símbolo de alegria, de felicidade, até nos momentos mais difíceis. E eu cito, por exemplo, jornadas esportivas quando o futebol paranaense ou futebol de Curitiba não se saía bem em campo. O Dionísio, às vezes você ficava abalado com a situação, me lembro principalmente jogos do Coritiba, onde normalmente a gente era escalado, eu e ele, pra transmitir. Então o Dionísio tinha esse poder, eu diria um dom divino, de alegrar o ambiente, de tentar buscar alguma coisa positiva diante de um quadro que, muitas vezes, se apresentava triste, que não era momento de festejar, de comemorar. E o Dionísio ainda tentava descontrair porque onde ele chegava era barulho, era alegria, era felicidade.

Durante 13 anos e eu tive a honra e o prazer de anunciar o Dionísio Filho quando ele estreou na Banda B, que foi seis meses depois que eu tinha estreado também nesse veículo tão querido que é a Banda B. E o Dionísio Filho escalado no Couto Pereira, eu me lembro, foi uma partida entre o Coritiba e o Grêmio, e eu me lembro inclusive das personalidades, das pessoas tão respeitadas no futebol e que depositavam nele, no Dionísio, uma esperança e ao mesmo tempo uma simpatia muito grande. Me lembro assim de alguns nomes, inclusive do Grêmio, de pessoas que fizeram questão, quando tomaram conhecimento de que o Dionísio estava estreando como comentarista na Banda B, personalidades que entravam na cabine pra dar um abraço carinhoso, fraterno, pra desejar boa sorte pro Djonga. Entre eles, eu me lembro do Mazaropi, que estava no Couto Pereira trabalhando na oportunidade, se não me engano, como auxiliar técnico, fazia parte da comissão do Grêmio, o Falcão, comentarista. E assim, por onde o Dionísio ia, do mais humilde funcionário de uma agremiação, de um clube, à personalidade, à pessoa mais importante, todos faziam questão de abraçar o sangue bom Dionísio porque ele era isso, ele era vida, ele era alegria, ele transmitia tudo isso pra gente.

Adilson Batista, ex-jogador e técnico de futebol

É lamentável, a gente fica triste, sabe que faz parte da vida, um dia a gente vai embora. E o Dionísio como atleta, exemplo, cronista, mas o mais importante, como ser humano, a alegria de viver, de ter seus amigos, de falar de futebol. A gente lamenta. O Dionísio tinha histórias maravilhosas e sabia tirar proveito disso e conduzir o seu programa, que eu tive oportunidade de participar e a gente vivenciou isso. Hoje foi uma grande perda pro futebol paranaense, pro futebol brasileiro e vocês, da Banda B, perdem um cara que tinha um carisma muito grande.

Felipe Lestar, locutor esportivo

Eu trabalhei com esse cara, eu tive a honra de conviver com o Djonga, nosso Sangue Bom. De manhã hoje eu fui surpreendido, acho que como todos nós. Quando eu fiquei sabendo que ele estava hospitalizado, a primeira sensação que passou foi: ‘O Djonga é muito forte, deve ter sido algo simples’. Mas a vida não é assim, a vida nos prega peças e essa foi uma baita de uma peça. Acho que se ele estivesse aqui neste momento, acho que ele estaria dando uma bronca, se fosse com a gente, daquele jeitão dele: ‘Pô, como que você me faz uma coisa dessas?’. Fica um sentimento de perda enorme, acho que pra nós que somos do meio, pra quem é ouvinte do Djonga e para aquelas pessoas que são do bem, aquelas pessoas que passam pela vida da gente e deixam uma mensagem de carinho ou de alegria. Ele era assim, ele tinha uma sensação assim de sempre estar dando bronca na gente, mas era assim com muito carinho. A saudade é forte cara, é imensa.

Dirceu Kruger, ex-jogador, ex-treinador e ídolo do Coritiba

Ele foi muito importante e estou aqui presente com a Tia Lourdes, que é uma das funcionárias extraordinárias do Coritiba e nós trouxemos a bandeira do Coxa, porque tivemos a felicidade de telo como jogador e como jogador foi um exemplo, assim como foi um exemplo em todos os setores. Infelizmente nos deixa, prematuramente, fato difícil de entender, mas eu sei que ele está em lugar tranquilo e está nos vendo. Às vezes você passa em um clube e marca, em outro não, ele, nos três clubes que aqui passou, deixou uma marca e deixou só amizades. Não tem alguém, nunca ouvi alguém falar, alguma coisa contra o nosso querido Dionísio.

Ernesto Pedroso, vice de futebol do Coritiba

É com muita emoção, com muito carinho e com muita tristeza que eu falo do meu amigo Dionísio, que jogou futebol sob minha direção em 1979, quando eu estava no Coritiba, em 1980. Fizemos uma campanha muito bonita e ali nasceu uma amizade muito sincera, muito querida. Um líder, uma pessoa extraordinária, um atleta excepcional. Se tornou uma pessoa muito querida na nossa comunidade, ficou em Curitiba, aqui criou seus filhos, aqui fez sua carreira de jornalista, de radialista. Me sindo muito feliz e muito constrangido e triste ao mesmo tempo em falar dessa pessoa maravilhosa que era o Dionísio. O Coritiba vai prestar suas homenagens, já estamos em luto oficial dentro do clube em homenagem a esse atleta excepcional e esse radialista excepcional. Eu estou com a minha família toda entristecida porque tínhamos um convívio muito querido, muito amável. O Dionísio era uma pessoa que me deu muita força na direção de futebol, sempre me prestigiou, sempre me falou boas palavras e me elogiou muito. Me dava muita confiança ser analisado e elogiado pelo Dionísio. O Paraná vai perder um grande radialista, vai perder um grande comentarista, vai perder uma pessoa do coração de todos nós. Eu acho que vai ficar uma marca indelével no nosso coração e na nossa saudade por essa pessoa excepcional que era o Dionísio Filho.

Nivaldo Carneiro, ex-jogador e comentarista esportivo

Um momento de muita tristeza, mas acredito que tenhamos que falar das coisas boas e de quem é Dionísio. Em qualquer ambiente que chegava o Dionísio era motivo de alegria. Um grande atleta, depois, dos últimos tempos, se teve algum comentarista esportivo que trouxe alguma coisa de novo, interessante, algumas tiradas, foi o Dionísio. Então eu comentava pros meus amigos de futebol e até mesmo de crônica, que o Dionísio conseguiu trazer algo de novo pro futebol, nos comentários, daquele jeitão dele. Então é um dia muito triste e agora é hora de recordações, daquela pessoa que em qualquer ambiente chamava atenção porque era uma alegria só. E não existia local sem conversa onde estava o Dionísio.