Enquanto o governador Beto Richa (PSDB) sancionava, no Palácio das Araucárias, nesta segunda-feira (6), a lei que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o óleo diesel utilizado no transporte de coletivo de cidades com mais de 140 mil habitantes, as atenções no local também estavam voltadas para o prefeito Gustavo Fruet (PDT), presente no evento. Segundo a Prefeitura, o benefício aprovado hoje ajuda, mas não é o suficiente para manter a integração entre Curitiba e região metropolitana. Por mais um mês, a gestão municipal garantiu manter o valor da passagem em R$ 2,85, mas e depois disso?

Para o governador tucano, é maluquice pensar em acabar com a integração, que segundo ele é uma conquista do povo. “O subsídio vai terminar em maio e quando fui prefeito nunca tive ajuda de ninguém. Apesar disto, sabemos que o sistema é complexo e que o Gustavo está querendo outros subsídios. Seria maluquice acabar com a integração“, afirmou Richa, sem dar detalhes sobre como estariam as negociações entre Prefeitura e Governo.

Por sua vez, Fruet afirmou que estar no evento de hoje é uma demonstração de maturidade, já que ele estava lá para agradecer ao governador. “Sabemos da importância desta medida e achei necessário estar presente neste momento. As conversas entre os municípios da região metropolitana, o Governo e a URBS continuam. Por 30 dias, nós vamos conseguir manter este valor, mas é necessário medidas em curto prazo. Reafirmo que este subsídio não é para Curitiba, mas para os municípios da região metropolitana”, disse o prefeito, também sem dar pistas de como o problema será resolvido nos próximos meses.

Nova Lei

A medida lei sancionada hoje vai beneficiar a população de 21 cidades paranaenses, onde vivem mais de cinco milhões de habitantes. A lei determina que a desoneração do ICMS sobre o diesel seja repassada para as tarifas. Com a medida, o Governo do Estado transfere R$ 38 milhões para os sistemas urbanos de transporte.