Bruno Henrique/Banda B
Cerca de 250 funcionários fazem as inspeções e controles da dengue

Há dois meses recebendo em atraso, os agentes da dengue não querem arriscar novamente em receber o salário quase dez dias depois. Por isso, já no sexto dia útil a categoria organizou um manifesto em frente à sede da empresa que presta serviço à Prefeitura Municipal de Curitiba, no bairro Cristo Rei. Eles alegam que foram pagos no dia 16 de janeiro e 16 de fevereiro. A Lei Trabalhista diz que o pagamento do trabalhador deve ser feito até o 5º dia útil do mês. Cerca de 250 funcionários fazem as inspeções e controles da dengue.

A empresa Saneamento Ambiental Urbano (SAU) é que presta o serviço ao município. Os funcionários fazem o trabalho de combate e controle ao mosquito da dengue e desratização na cidade, além de vistorias e orientações em residências e empresas. No mês passado, a Prefeitura alegou que a Secretaria Municipal de Saúde foi impedida de efetuar o pagamento referente ao mês de janeiro à SAU, contratada para fazer o controle de focos de dengue, em função de pendências trabalhistas da empresa.

“Isso não é justo. Nós temos compromissos. Temos filhos, aluguéis e várias contas”, desabafa a funcionária Karen Passos Alves. Ainda, eles alegam que desde o ano passado esta situação se tornou freqüente. “É uma falta de respeito com o trabalhador”, diz Jackon Fabiano Krüger.

A categoria já cruzou os braços por 10 dias em fevereiro. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho estabeleceu um prazo de dez dias para a SAU regularizar a situação junto à Justiça Trabalhista e apresentar a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas – documento necessário para a regularidade dos pagamentos.

Os funcionários disseram à Banda B que a empresa não retorna os contatos feitos por eles. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e aguarda retorno.