Por Elizangela Jubanski e Luiz Henrique de Oliveira

15.07.13 TAYNA

Tayná foi morta no final de junho. (Foto: Reprodução Facebook)

O advogado dos quatro suspeitos presos pela morte da garota Tayná Adriane da Silva, 14 anos, que foi destituído no sábado (13), afirmou à Banda B, na manhã de hoje (15) que o dono do parque de diversões está sendo indiciado pela morte da garota. Roberto Rolim de Moura Júnior afirmou que esta nova linha de investigação é um novo erro da polícia. “Eles estão indo para o lado errado, de novo. Todas as pessoas que estão sendo ouvidas estão colhendo material genético porque um sêmen é a única prova. Mas essas pessoas estão indo espontaneamente, então, se fossem realmente pessoas acusadas ou que tivessem participação, não fariam isso”, acredita.

De acordo com ele, a pressa para encerrar o inquérito é um dos principais motivos para sua destituição do cargo que aconteceu na noite de sábado (13). “Eles me falavam pra eu insistir em pedir para que eles falassem novamente, mas eu disse que isso só aconteceria na frente do juiz. No meio da conversa disseram que já tinham indiciado a família dona do parque porque tinham certeza que eram eles”, contou o advogado.

Horas depois, no momento em que os quatro iam a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) para prestar depoimento, o advogado foi destituído. A polícia alegou, segundo o advogado, que um dos detidos tinha feito o pedido. “Eu disse que eles não falariam, de repente eles são encaminhados a SESP e a destituição acontece. Fiquei surpreso”, contou.

A assessoria da SESP-PR entrou em contato com a redação e deve manter uma nota oficial até o início da tarde.

Erros

A advogada da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB) Brasil, Isabel Kügler Mendes, afirmou em entrevista à Banda B na tarde deste domingo (14) que a investigação do Caso Tayná foi um erro desde o início. “Só a confissão não pode ser suficiente para se condenar alguém, ainda mais nessas condições. Por isso temos exames, a perícia e tudo mais, então podemos afirmar que a investigação já começou errada”, disse.

Segundo a advogada, ela esteve com os suspeitos na última quarta-feira e observou sinais de tortura, principalmente em um dos acusados. “Culpado ou inocente, ninguém pode ser submetido à tortura, nós vimos esses sinais, como os tecidos da pele todos expostos. E por que isso? Apenas para ter uma resposta rápida”, questionou.

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