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O advogado Elias Mattar Assad, que defende a ex-chefe da UTI Virgina Helena Soares de Souza, prometeu, nesta segunda-feira (1), divulgar uma “bomba” que pode mudar os rumos judiciais no Caso Evangélico. A declaração aconteceu durante à apresentação da Dra. Virginia ao Tribunal do Júri de Curitiba, condição imposta pelo juiz da Segunda Vara, Daniel Surdi de Avelar, para colocá-la em liberdade.

Segundo Assad, nos dias que antecederam a páscoa a sua equipe recebeu uma ligação de São Paulo com detalhes da operação que desencadeou o caso. “Se a Polícia Civil e o Ministério Público trabalham com denúncias anônimas, a defesa também pode preservar a identidade do seu denunciante, mas eu garanto que as autoridades do estado foram muito bem manipuladas”, afirmou.

Segundo Assad, ele pediu para esta pessoa escrever uma carta com os detalhes, que será entregue à justiça. “O que eu posso afirmar é que a operação teve comando em São Paulo e vamos revelar os bastidores vergonhosos que nortearam a investigação no prazo de dez dias”, disse.

Virgínia é acusada pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) e pelo Ministério Público (MP-PR) de sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013. De acordo com a denúncia do MP, Virgínia comandava um esquema no qual por uso de medicamentos conjugados antecipava a morte de pacientes na UTI. De acordo com o órgão, ela comandava o esquema definindo quais pacientes iam morrer para, como ela própria diz nas gravações, “desentulhar a UTI”. O motivo deste procedimento ser feito não foi relatado pelo MP. A denúncia tem como base dezenas de depoimentos, interceptações telefônicas e prontuários médicos.

Antônio Nascimento – Banda B
Virgínia se apresentou nesta segunda à justiça

Poucas palavras

Na saída da apresentação, a ex-chefe de UTI, Virgina Helena Soares de Souza, concedeu uma breve entrevista à imprensa. A doutora afirmou estar confiante na verdade. “Acredito na justiça e estou confiante”, iniciou. “Minha defesa será pautada no exercício da medicina”, disse ela antes de entrar no carro cedido por seus advogados. (Ouça o áudio no ícone acima)