Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

A nova linha de investigação do caso Tayná Adriane da Silva, 14 anos, assassinada no final de junho, começa a ser delineado. O advogado dos quatro acusados pela morte da garota, Roberto Rolim de Moura Junior, declarou que suspeita de um crime passional motivado por inveja. As investigações apontavam que Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25, e Adriano Batista, 23,  teriam matado a garota após manterem relações sexuais forçadas com ela.

A declaração do advogado foi feita em entrevista à Banda B na noite desta quarta-feira (10). “Eles são todos inocentes e não tiveram participação nenhuma neste caso. Eles serviram de bode expiatório da polícia em um momento em insegurança da população, de cobrança. Eles são pobres e trabalham em um parque de diversão decadentes, mas isso não os torna criminosos. Eles moram dentro do traille no próprio parque, não ganham bem, então isso, aumentou a expectativa da polícia em incriminá-los”, defendeu.

Sobre honorários e pagamentos o advogado disse que não recebeu para defendê-los. “Eles não estão pagando nada para terem essa defesa. Outra coisa, a versão que eles apresentaram é a história que a polícia pediu para que fosse apresentada. As agressões persistiram para que eles falassem o que foi imposto a eles”, disse.

O advogado ainda confirmou que teve informações seguras sobre a hora da morte da garota. “Hoje eu soube exatamente a hora da morte da Tayná e ela ainda estava viva quando os quatro acusados foram presos. Essa é uma informação de dentro do Instituto de Criminalística”, contou.

Outro detalhe importante revelado pelo advogado de defesa dos acusados é que Tayná teria falado por telefone com um garoto chamado Gabriel, que nunca foi ouvido pela polícia, assim como a amiga Brenda, que Tayná teria passado a tarde na casa dela. “A mãe da garota falou sobre esse Gabriel nos depoimentos, mas por que a polícia nunca o indagou? A amiga? Por que não foi convidada para depor na delegacia. Os verdadeiros criminosos estão soltos e parece serem protegidos pela polícia”, finalizou.

A suspeita, segundo o advogado, é que o crime tenha envolvimento passional por alguém que tinha inveja da garota.