Redação com Polícia Civil

A Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR) desvendou uma fraude de R$ 2 milhões cometida por uma administradora de empresas na capital. De 2013 a 2016, Rosane Schneider de Assunção fez mais de mil transferências financeiras fraudulentas para familiares e amigos, no que a DFR definiu como uma “reinterada e sofisticada empreitada criminosa”.

A investigada é suspeita de falsificar diversos documentos que ajudaram a enganar as vítimas, que só começaram a desconfiar da funcionária – que trabalhava nas empresas há uma década – em junho deste ano.

Foi nesta época que um dos fornecedores da empresa procurou o proprietário alegando falta de pagamento. Foi realizada uma auditoria interna na qual ficou constatada uma sistemática atividade criminosa idealizada por Rosane, desviando elevados recursos financeiros das contas do proprietário da empresa, da mãe dele (uma senhora de 80 anos) e de outras duas empresas.

A vítima, então, procurou a polícia e foi dado início às investigações. Na farta documentação encontrada ficou comprovada a movimentação financeira irregular sendo apurada a existência de uma organização criminosa para a lavagem do dinheiro que foi desviado das contas bancárias das vítimas.

“Há indícios de que ela não tenha agido sozinha. Além disso, as falsificações documentais realizadas de maneira permanente foram essenciais para garantir a operacionalização de todo o esquema criminoso, permitindo que os meios ordinários de controle e fiscalização fossem burlados, demonstrando o alto grau de sofisticação e refinamento da atividade criminosa”, afirmou o delegado-titular da DFR, Matheus Laiola.

Diante disso, foram cumpridos 13 mandados judiciais; cinco mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é levada à delegacia para depor -, três de busca e apreensão, três de arresto de carros e dois de arresto de uma casa e uma chácara de propriedade da suspeita e do marido dela.

“Mesmo negando o crime, a justificativa da Rosane não convenceu a polícia, que possui um robusto material comprobatório”, explicou o delegado. Ela responderá por furto mediante fraude, falsificação de documento e uso de documento falso.