Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

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A agressividade do dono influencia cerca de 90% no comportamento de um cachorro. Essa é a principal causa de ataques que acontecem contra os seres humanos, explica a adestradora de cães Izabella Pereira, de 30 anos.

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Pitbull mestiço atacou um dos donos, um homem de 57 anos, que teria o provocado. (Foto: Banda B)

“As pessoas rotulam as raças, mas isso não faz sentido. Se o animal é violento ou não depende muito do modo como ele é criado, a única diferença é a força física. Claro que, comparado com um cão menor, como um Yorkshire, por exemplo, um Pitbull, quando agressivo, é muito pior”, explicou ela em entrevista à Banda B na tarde desta segunda-feira (25). (Ouça a entrevista completa no ícone acima)

Na última semana, dois casos envolvendo Pitbulls mestiços foram registrados em Curitiba. No primeiro, um menino de cinco anos foi arrastado pela calçada no bairro Parolin e teve o cotovelo e parte do rosto dilacerados. No segundo, um mecânico de 57 anos foi atacado pelo cachorro da própria família e acabou morrendo depois de uma mordida no pescoço. A vítima, que tinha histórico de alcoolismo, teria provocado o cão.

“Nem todo mundo pode ter um animal desses. Se o dono é violento e não sabe cuidar dele, o maltrata ou o deixa trancado em lugares pequenos por muito tempo, vai criar um bichinho irritado e até mesmo uma máquina de matar”, completou a adestradora. Segundo ela, isso pode voltar facilmente para o humano, em um ataque.

A recomendação é, então, socializar o cão desde filhote ou o mais cedo possível. É preciso ensiná-lo a conviver com crianças, filhotes, idosos e a andar na rua tranquilamente. “O ideal é procurar ajuda já na primeira obediência. Se você quer um cão de guarda, ele deve ser equilibrado e atender ao dono. Um cachorro agressivo não é um bom vigilante, como a maioria das pessoas pensam”, disse ela.

De acordo com Izabella, um bom treinamento é capaz de mudar o comportamento de um animal violento. “O trabalho é demorado e, muitas vezes, difícil, mas com a ajuda de veterinários e remédios, conseguimos deixar o pet bem mais relaxado”, concluiu.

Sinais de agressividade

A adestradora informou também quais são os principais sinais de que um cão está pronto para atacar. Confira abaixo:
1. Quando a pessoa tenta mexer na comida do cachorro, mas ele rosna.
2. Ao passear na rua, ele tenta avançar em outros animais e em pedestres.
3. Se, ao ouvir qualquer movimento diferente dentro de casa, ele começa a rosnar. Esse barulho, segundo Izabella, prevê um ataque futuro.

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