Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

audienciaadiada3Família pede justiça (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

Exatos dois anos após a morte da jovem Stephani Nacari Farias, uma audiência estava marcada para a tarde desta quinta-feira (13) em Curitiba, mas foi adiada a pedido do advogado do réu acusado de ser o responsável pela colisão. Stephani tinha 19 anos e estava grávida de oito meses. De acordo com a acusação, o réu estava embriagado e furou a preferencial do cruzamento das ruas Iapó e Jóquei Club.

A mãe de Stephani, Terezinha Nacari Gomes, disse em entrevista à Banda B que não aguenta mais o sentimento de impunidade e que não vai desistir de buscar por justiça. “Nós esperamos tanto a lei funcionar e hoje fomos surpreendidos com a falta dele, mas eu represento milhares de mães que passam pela mesma situação e, enquanto respirar, não irei desistir”, afirmou.

De acordo com o advogado do réu, Dyogo Cardoso Mendes, a audiência não foi realizada devido a um julgamento de Recurso de Apelação no Tribunal de Justiça em que precisava estar presente, o que motivou o pedido de adiamento.  Segundo ele, o outro caso possui réus presos, o que ganha preferência na tramitação. “Com relação ao caso, encontra-se em avançado estado de apuração de provas, faltando o depoimento de algumas testemunhas e interrogatório do réu para encerramento da instrução processual e posterior julgamento, ocasião em que a sociedade e as famílias de acusado e vítima terão uma resposta do Judiciário”, disse.

A vítima saía da maternidade, onde havia acabado de ter uma consulta médica, e voltava para casa. Ela e o marido estavam em um veículo Chevette e foram atingidos por um New Beattle. “Ele estava embriagado e precisa pagar porque matou ela. No momento do acidente nós só falávamos sobre o chá de bebê, que infelizmente foi interrompido”, disse o viúvo de Stephani, Vinicius Farias.

A jovem Stephani morava no bairro Alto Boqueirão e trabalhava em um hipermercado no Bigorrilho como vendedora de eletrônicos. Ela era casada e estava grávida do seu primeiro filho. A mãe Terezinha morava em Portugal, mas voltou ao Brasil após o acidente e segue em luta contra a impunidade no trânsito.

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