O novo diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza, tomou posse nesta sexta-feira (1 º). Entre os maiores desafios do cargo está dar andamento às mudanças propostas pelo Programa de Governo e fazer com que o terminal se destaque novamente no cenário nacional.

A primeira ação sob a gestão do novo diretor é a continuidade das obras de recuperação do antigo prédio da Appa, no Porto de Antonina, que deve ser iniciada este mês. “O plano de ação já colocado em prática pela Appa objetiva recuperar cargas para o porto e dar utilidade às áreas ociosas”, disse Souza.

Em setembro do ano passado, o governador Beto Richa assinou, com a multinacional Techint, Termo de Permissão de Uso Temporário do terminal público de Antonina para atender à demanda da exploração do petróleo do pré-sal. Em outubro de 2012, Richa autorizou o início do processo licitatório para a revitalização do prédio administrativo.

“Tivemos uma sucessão de medidas que visam revitalizar o porto de Antonina. Em janeiro deste ano, demos início à dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução do Porto de Antonina. Enfim, estamos trabalhando para que o porto possa gerar mais emprego para a população e riquezas para a economia do Paraná”, afirmou o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

Também estiverem presentes na cerimônia de posse o prefeito do município, João Ubirajara Lopes, o presidente do CAP de Antonina, Luiz Hamilton Lima Mendonça (da Secretaria de Portos do Governo Federal) e diversas autoridades locais.

Porto de Antonina – Desde o primeiro trapiche construído em 1856, o Porto de Antonina sempre foi fundamental para o escoamento da produção paranaense. Naquela época, o principal produto do Estado era a erva-mate. Dezessete anos depois, em 1873, com a inauguração da Estrada da Graciosa e da linha férrea – que ligavam o município à Curitiba – o terminal portuário intensificou as atividades e chegou a ser, no início do século XX, um dos mais importantes portos do país em exportação. Movimentou variadas cargas das quais, no final dos anos 1990, permaneceram os congelados, minérios de ferro e fertilizantes.

Localizado em um ponto estratégico do Estado, o Porto de Antonina atualmente amplia a agilidade e qualidade dos serviços do Porto de Paranaguá, principalmente no recebimento de fertilizantes. Em 2011, chegou a descarregar mais de 1,2 milhão de toneladas do produto. O terminal também realiza algumas operações de exportação de açúcar em saca.

O Porto de Antonina tem vocação para atendimento a operações supply-boat, na exploração da camada do pré-sal, e capacidade de instalação de indústria de construção, reparo e manutenção naval, pontos que estão sendo explorados pelo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO).

Em janeiro de 2013, o Porto de Antonina recebeu dez navios, totalizando 139.297 toneladas – 129.297 de fertilizantes e outras dez mil de açúcar.