Por Marina Sequinel

Áudio viralizou no WhatsApp nesta terça-feira (20). (Imagem ilustrativa/Divulgação)

A abordagem de uma olheira de agência de modelos gerou um mal-entendido no Park Shopping Barigui, em Curitiba, nesta segunda-feira (19). Um áudio que circula pelo WhatsApp dá conta de que uma mulher, suspeita de sequestrar crianças, teria sido presa dentro do estabelecimento depois de se aproximar de uma família.

Procurado pela reportagem, o shopping, no entanto, esclareceu que desconhece qualquer informação sobre os crimes mencionados no áudio. A empresa apenas confirmou que os seguranças retiraram uma olheira de modelos do local, porque não se permite contato com os clientes sem autorização prévia.

A situação veio a público depois que um áudio viralizou nas redes sociais. “A minha irmã estava no shopping quando uma mulher descolada, super bem vestida, se aproximou e disse que era de uma agência. Ela falou que a minha sobrinha era muito bonita, que tinha uma beleza exótica e que deveria ser agenciada”.

No momento em que a olheira se posicionou para tirar uma foto da criança, os seguranças perceberam a situação. “Vieram dois brutamontes e a mulher saiu correndo. Sorte que eles conseguiram pegá-la. Enquanto isso, a moça de um quiosque pediu para a minha irmã e a sobrinha ficarem por perto. Depois, os caras voltaram e falaram que ela faz parte de uma quadrilha que aborda família em parques, shoppings e supermercados, para vender as crianças ou órgãos”, completa o áudio.

Sobre o caso, a Banda B entrou em contato com o shopping, que negou os crimes mencionados. Segue a nota abaixo na íntegra:

Na última segunda-feira (19), a coordenação de segurança do ParkShoppingBarigüi abordou um olheiro de modelos informando que o shopping não permite contato com seus clientes sem prévia autorização. Os profissionais de segurança seguem as normas de conduta do shopping para garantir a tranquilidade dos clientes. O ParkShoppingBarigüi esclarece, ainda, que desconhece qualquer informação sobre a quadrilha mencionada no áudio.

A reportagem também procurou a Polícia Civil, que afirmou não ter Boletins de Ocorrência registrados sobre a suposta quadrilha de sequestradores, o que indica que a informação não passa de boato.