A fragilidade da segurança pública foi alvo de duras críticas durante o programa Luiz Carlos Martins na manhã desta quinta-feira (21). O radialista afirma que o Estado está ao desalento. “A segurança do Paraná está sem voz. Precisamos de palavras de ânimo e esperança”, disse ao vivo, por volta das 8h15.

Ainda, segundo o radialista, “é preocupante um trabalhador ficar o dia inteiro fora de casa para o sustento da família e ser ceifado em frente de casa por criminosos”. Luiz Carlos Martins se referiu ao crime de latrocínio com o médico do Hospital Pequeno Príncipe que aconteceu na noite desta terça-feira (19), quando ele chegava em casa, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

“Quando a gente cita o caso do médico é como se falássemos de todos os trabalhadores: pedreiro, mecânico, agricultor, advogado, não importa. E não tem uma voz que venha até nós e diga algo”, diz o radialista, que complementa: “Esta voz hoje está sendo do doutor Rubens Recalcatti”.

Rubens Recalcatti é delegado-geral da Delegacia de Homicídios, que quase diariamente, concede entrevistas e dá informações sobre crimes na capital. “Mas, para que ele fala isso, ele precisa de estrutura para trabalhar. Falta gente, falta viatura e pior, faltam condições. Ele está sendo uma voz, mesmo sem ser o objetivo dele”.

O radialista desabafa. “É preciso uma atitude urgente de todos, da sociedade, dos políticos, das associações e do governador Beto Richa. Não pode ficar desse jeito. São 800 policiais que estarão no clássico Atletiba, tá certo, isso tem que ser feito mesmo, mas porque não se faz o mesmo esforço no dia a dia para desarmar os bandidos?”, indaga.

Para finalizar, Luiz Carlos Martins diz: “Ninguém agüenta mais essa falta de segurança e eu tenho a obrigações de falar porque este microfone é a voz daqueles que não conseguem estar aqui”.