Por Pedro Melo com informações de Monique Vilela

Paraná flerta com a zona de rebaixamento. (Felipe Oliveira/Bahia)

Paraná flerta com a zona de rebaixamento. (Felipe Oliveira/Bahia)

O sonho do Paraná no início da Série B era o mesmo dos anos anteriores: o acesso para a elite do futebol brasileiro. Passadas 21 rodadas, o Tricolor vive uma péssima fase, com sete jogos sem vencer, e o foco passou a ser apenas a permanência por mais uma temporada na segunda divisão.

Após a derrota para o Bahia por 3 a 0, o clima no vestiário paranista era de muito abatimento e o gerente de futebol, Hélcio Alisk afirmou que a única solução para o Tricolor é reestrutura todo o sistema de futebol para que possa brigar com equipes de maior poderio ofensivo.

“Uma busca que era para a Série A vira a manutenção na Série B. No meu modo de ver, o Paraná tem que passar por uma reestruturação. A gente precisa ter forças para buscar o resultado, pensar na manutenção da Série B para que a gente possa brigar com equipes como o Bahia”, comentou o gerente de futebol.

O técnico Marcelo Martelotte tem o mesmo pensamento que o clube não briga pelo mais acesso, mas ainda acredita em uma mudança no panorama. “Pela posição que ocupa e a pontuação que ocupa, o Paraná não briga pelo acesso. A gente já viu, em 21 rodadas, o Paraná brigar em todos os lugares na tabela e uma sequência de jogos pode mudar tudo”, ressaltou.

O Paraná não vence há sete rodadas e acumula três jogos sem vencer. Com isso, o trabalho do técnico passa a ser questionado. O dirigente aprova o trabalho feito pelo treinador e lembra da dificuldade financeira em contratar novos reforços. “O Marcelo vem fazendo o trabalho correto e várias pessoas falaram que a gente tinha elenco para chegar. Vai sempre bater na parte financeira, então, é um momento de superação interna e ainda temos um turno inteiro pela frente”, disse.

Hélcio chegou ao Tricolor no mesmo dia em que Martelotte e comparou sua situação de seu desempenho com a do próprio comandante. “O Marcelo é um profissional e a situação é parecida com a minha. Da mesma forma que a pergunta é sobre o Marcelo, serve para mim e não quero atrapalhar. Eu quero o melhor para o Paraná. É uma história de 10 anos que ninguém consegue fazer o trabalho, mas estou com a consciência tranquila. Se o Marcelo não está bem, eu também não estou bem. Respeito o torcedor, mas não concordo e precisamos trabalhar mais”, falou.

Já o treinador paranista sabe que o trabalho não é dos melhores e não elimina a possibilidade de ser demitido. “Eu não elimino porque é um momento delicado. O que eu digo é que a diretoria tem o pensamento dela e eu tenho o meu”, afirmou. “Eu acredito até o fim da minha participação, mas não sou alienado também. Eu tenho discernimento do meu trabalho, até onde vai e se tem ainda como funcionar”, complementou.

Confira as entrevistas de Marcelo Martelotte e Hélcio Alisk: