Valquir Aureliano
Fonseca fez questão de desmentir qualquer mal-estar entre ele e o grupo e destacou espírito de luta

Uma pontinha de ressentimento e um mundo de alívio se misturaram na cabeça do técnico Roberto Fonseca após a vitória por 2 a 0 sobre o Boa, pela abertura do returno na Vila Capanema. A dois pontos de voltar a ocupar a posição que foi sua durante grande parte do primeiro turno, o Paraná Clube fez da vontade resultado e com um a menos durante quase 40 minutos, conseguiu vencer um visitante obstinado. Questionado, o treinador avaliou que o jogo poderia ter sido menos dramático e, além de elogiar o adversário, reforçou a união do grupo e desmentiu quaisquer rumores de um possível racha na equipe.

“As dificuldades são grandes. Hoje jogamos contra a defesa menos vazada. É um time que sabe jogar fora de casa”, apontou o técnico, destacando a boa contribuição da defesa para o placar favorável. “Eu só acho que a gente poderia ter tido uma movimentaçao melhor, ter criado mais”, ressaltou.

Quanto à possível pressão que vem sofrendo, Fonseca pareceu desabafar. “Eu sou treinador do Paraná e que seja eterno enquanto dure. Pra mim, tá sendo um prazer trabalhar aqui. Eu não sei há quantos anos o Paraná não briga por classificação, então é sinal de que nosso trabalho está bom”, destacou o treinador, sem esquecer de elogiar o grupo e desfazer qualquer mal-entendido com relação à sua convivência com o elenco.”O grupo está de parabéns. Os atletas pediram pra gente permanecer quando recebeu outra proposta e a direção nem ficou sabendo. Estou fazendo meu melhor e a direção é que tem o cargo”, disse Fonseca, na tentativa de colocar um ponto final nos rumores.

O Paraná volta a campo no próximo sábado (3) para enfrentar a Portuguesa, líder do Campeonato Brasileiro, no Canindé.