Após criticar abertamente o elenco do Paraná Clube, o vice-presidente de futebol Paulo César Silva resolveu pedir um tempo. O desgaste na relação com o grupo paranista levou o responsável pelas contratações a se afastar da rotina do clube. Nesta terça-feira, Paulo César esteve na Vila Capanema, conversou rapidamente com o técnico Guilherme Macuglia e se foi. Decidiu não viajar mais com a delegação, não entrar nos vestiáriose nem no ônibus que leva os jogadores do Paraná. Um corte praticamente total no relacionamento com o elenco. “Só não saio do clube porque a direção, representada pelo Aramis Tissot [presidente], Guto de Melo [diretor de futebol] e Celso Bittencourt [diretor financeiro] pediram para que eu ficasse”, disse o dirigente à Banda B.

Presença certa nos jogos e nos treinamentos no Ninho da Gralha, Paulão também diz que, a partir de hoje, não dará mais entrevistas. Os motivos são vários. Supostas ameças à família, telefonemas anônimos, pressão da torcida e, segundo ele, até mesmo um pedido formal de seis jogadores do Tricolor.

Depois de empatar em casa com o Goiás, os atletas se reuniram com a direção para pedir a saída do vice de futebol. “Se eu estou atrapalhando, pra ajudar, eu saio”, desabafou o dirigente, que participou das recentes contratações do clube: o meia Itaqui, do Caxias; o atacante Marinho, do Internacional e o volante Sílvio, do Londrina. “Ainda vamos tocar mais algumas contratações, mas a partir de hoje, eu não falo mais sobre isso”, avisou.