Wilians Lima/Banda B
Possibilidades matemáticas combinadas à queda de rendimento dos líderes impulsiona o Tricolor na busca pelo G4

Sete pontos separam o Paraná Clube do grupo dos quatro melhores do Brasileirão da Série B. O que já foi realidade por 14 rodadas, hoje é lembrança, mas a esperança de voltar à zona de acesso à elite do futebol ainda não terminou. Pelo menos esse é o discurso do elenco que recorre à matemática para justificar a busca incessante pelo G4, a oito rodadas do fim do campeonato.

“O nosso grupo tá muito focado independente do resultado contra a Ponte. A partir da rodada de ontem [terça-feira, (25)], que foi muito interessante pra gente, temos que por na cabeça que o jogo de sábado é de suma importância pra gente diminuir essa pontuação pro G4″, apontou o zagueiro Brinner. Para vencer o próximo desafio, o Tricolor terá que, primeiro, quebrar um tabu que se arrasta até a 32ª rodada. Sem vencer nenhum dos sete paulistas que disputam a Segundona, o time da Vila terá que espantar o fantasma antes de seguir em frente.”A gente vem amargando derrotas contra paulistas e temos mais quatro chances de derrotá-los”, avaliou o zagueiro.

Para o volante Sílvio, o fator que diferencia os carrascos do Paraná na Série B começa em um fundamento primário do futebol. “Os paulistas não têm tanto a pegada que o futebol paranaense tem, mas valoriza muito a posse de bola”, analisou o jogador. “Temos que tomar esse estilo de jogo pra nós também”, completou.

Na lista dos paulistas, o Tricolor terá pela frente o Barueri, fora de casa, além de Guarani e Bragantino, na Vila Capanema. E o impulso de ver os líderes em atuações desequilibradas na reta final pode dar uma mãozinha para o time espantar de vez a zica contra os vizinhos. “Os times ques estão na nossa frente estão deixando a desejar e nos dando condições de chegar ao G4”, destacou Sílvio.

Paraná e São Caetano se enfrentam neste sábado (29), às 16h20, na Vila Capanema, em partida válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.