Por Guilherme Coimbra com informações de Monique Vilela

Nathan chamou a atenção com comemoração inusitada (Roni Pimentel/Paraná Clube/Divulgação)

O relógio marcava 35 minutos do primeiro tempo no Olímpico Regional quando o Paraná chegou ao gol de empate contra o Cascavel, na tarde deste domingo (12), no duelo vencido de virada pelo Tricolor no oeste paranaense. Mas algo chamou mais a atenção do que a bola no fundo das redes dos mandantes. O autor do feito, Nathan, foi até a bandeirinha de escanteio imitando um cachorro e “marcou território” por lá. Marca registrada do atacante e responsável pelo apelido de “Cachorrão”, teve início com a avó, repercutiu num gol contra o seu atual clube e era aguardada pelos companheiros de equipe.

Tudo começou quando eu tinha nove anos, quando cheguei no Internacional de Porto Alegre. Quando eu não fazia gol, minha vó brincava comigo dizendo que ‘o cachorro não ia ganhar ração em casa’. Aí acabou tendo um clássico Gre-Nal, um jogo importante, eu fiz um gol e usei essa comemoração e todo mundo começou a me chamar de ‘Nathan Cachorrão’”, contou o jogador em entrevista à Banda B após a partida.

E quis o destino que o Paraná tivesse um significado especial para o jogador. Foi contra o clube que Nathan marcou o seu primeiro gol como profissional, em 2015, quando atuava pelo Santa Cruz. Em partida pela segunda rodada da Série B daquele ano, o atacante marcou o segundo gol da goleada por 4 a 1 dos pernambucanos, no Estádio do Arruda, e usou a comemoração que virou a sua marca registrada.

O pessoal já conhecia, porque o meu primeiro gol como profissional foi contra o Paraná e eu usei essa comemoração e repercutiu. O pessoal já estava ansioso por essa comemoração”, disse Nathan.

Com o primeiro gol anotado com a camisa paranista, Nathan agora espera ter uma sequência no clube, trabalhando no sistema de rodízio do técnico Wagner Lopes. A próxima oportunidade é na quinta-feira (16), às 21h30, contra o ASA-AL, em Arapiraca, válido pela terceira fase da Copa do Brasil. “O professor está dando oportunidades para todos. Nos clubes que eu passei, dificilmente o treinador dá tanta oportunidade para os meninos da base. Trocou o time, os onze deram segmento ao trabalho. Agora é continuar trabalhando e, se o professor optar na quinta-feira, estou à disposição”, finalizou.

Confira a entrevista exclusiva de Nathan Cachorrão: