Por Esporte Banda B
Martelotte falou sobre o acerto com o Paraná. (Felipe Dalke/ Banda B)

Martelotte falou sobre o acerto com o Paraná. (Felipe Dalke/ Banda B)

Resgatar a confiança do torcedor para os jogos dentro de casa, esse é o objetivo imediato do técnico Marcelo Martelotte, do Paraná. O comandante participou do Jornal da Bola, da Rádio Banda B, na última sexta-feira (8), e traçou a meta para o próximo jogo do Tricolor na Vila Capanema, diante do Paysandu.

Apesar dos bons resultados fora de casa, o Paraná tropeça dentro da Vila e por isso não está em uma posição ainda melhor na Série B. Os resultados como mandante também acabam refletidos nos baixos públicos nas partidas em casa. E resgatar a confiança da torcida é o objetivo de Martelotte.

“Precisamos passar por cima disso, por isso a vitória em casa é importante. A gente tem visto muitos comentários da ausência do torcedor no estádio exatamente por isso, por não ter confiança. O mais importante desse jogo de terça-feira é o resgate da confiança. O torcedor ficou feliz com as vitórias fora, mas ele quer perceber que quando a gente joga na Vila esse time tem força para chegar. É um jogo de responsabilidade grande, mas temos que assumir, porque não vai ser o último, temos vários jogos em casa ainda”, comentou o treinador paranista.

O peso de estar há muito tempo na Série B também pesa contra o Tricolor, na visão de Marcelo Martelotte. O comandante acredita que essa pressão pela volta à Série A precisa ser diminuída para que, a cada rodada, os fracassos na tentativa do acesso nas últimas temporadas não venham à tona. “Se você passar pela ideia de que o clube passa anos sem conseguir o objetivo, traz para essa temporada um peso maior do que tem. O Santa Cruz era a mesma coisa, todo tropeço, qualquer coisa que acontecia, o torcedor pensava que ia ser mais um ano de dificuldade, chegar próximo, mas não vai conseguir”, disse o treinador.

Fórmula para o acesso?

“O Santa Cruz estava desde 2007 (sem subir), chegou à (Série) D. Foi muito mais difícil esse renascimento. Não existe fórmula, senão as equipes não passariam tanto tempo tentando algo, que realmente não é fácil. A gente pode ter lamentado o fato do último resultado, de não conseguir vencer, mas a gente vê os resultados que tem acontecido dentro do campeonato e não é estranho hoje a equipe mandante não ter aquele predomínio que tinha em outras temporadas. A gente pode considerar um tropeço não ganhar em casa, mas é um campeonato muito equilibrado, então não tem fórmula, a gente tem que se manter em uma boa classificação, principalmente fazendo uma pontuação que a gente entende que possa chegar no final disputando o acesso e se preparando para as últimas 10 rodadas em que tem uns oito times disputando o acesso e outros oito disputando para não cair, então é um momento difícil e precisa dar uma arrancada nessa parte. Foi o que aconteceu com Santa Cruz, vencendo as últimas seis rodadas, uma arrancada e acabou vice-campeão. Você pensa em cada adversário, em cada rodada separadamente”.

Acerto com o Paraná

“Não surgiu a oportunidade de vir para o Paraná no final do ano porque eu renovei com o Santa Cruz, mas já sabíamos que caso não desse certo o Paraná seria uma possibilidade. Eu recebi algumas propostas depois de sair de alguns clubes da Série B. Eu tinha na minha mente que para disputar a Série B novamente teria que ser em um clube que tinha realmente chances de subir à Série A. Quando surgiu o convite do Paraná eu entendi, já acompanhando a Série B, que tinha um elenco qualificado, que vinha de um bom trabalho do Claudinei. Ou seja, não teria necessidade de grandes mudanças, a gente poderia ir evoluindo aos poucos. Toda uma situação que me fazia crer que era um convite interessante”.