Valquir Aureliano
Valente, Tricolor jogou praticamente todo o segundo tempo com um a menos e não sucumbiu à pressão

O Paraná Clube esteve longe de fazer as boas apresentações que marcaram o início da Série B, mas venceu a melhor defesa do campeonato e volta a respirar, mesmo que de fora, os ares que circulam o G4. Com esquema tático diferente, o time apostou nas improvisações e o técnico Roberto Fonseca saiu de campo satisfeito com o que viu.

A estreia do lateral-esquedo Gledison na Vila Capanema foi consumada aos 33 do segundo tempo, quando o Paraná sofria grande pressão do Boa. Com o elenco dispostos em duas linhas de quatro e Hernane isolado no meio, o treinador tinha dois canhoteiros para compor as alas. Gleidson, pela direita, fez o golaço que fechou a conta e garantiu a vitoria para o Tricolor aos 47 do segundo tempo.

“Eu venho trabalhando forte e estou muito feliz, espero que a gente continue nessa jornada. Já frisei antes que o titular da lateral é hoje é o Lima”, se adiantou em esclarecer o jogador. “Tiramos uma tonelada das costas. Conseguimos vencer, mesmo com um a menos”, apontou Gleidson, em um mantra que parece regra para todo o elenco do Paraná, que via na vitória um meio de driblar a pressão.

Outro estreante no Campeonato Brasileiro também foi decisivo. Luís Carlos saiu do banco de reservas para substituir Zé Carlos, titular absoluto em todo o primeiro turno, e não decepcionou. Decisivo, o jovem jogador fez grandes defesas e deu segurança ao time durante os 90 minutos. “A minha melhor defesa foi em uma cabeçada do Boa, em que o jogador já estava impedido”, narrou o goleiro, que mesmo com a chance da titularidade, torce pelo retorno do até então dono da meta. Luís Carlos foi titular no Ypiranga-RS ainda no início da temporada, quando o Tricolor oficializou o seu empréstimo.