Monique Vilela/Banda B
Para Paulo César Silva o momento é de tranquilidade, mas também de pressão para elenco e treinador

A queda nas apresentações do Paraná Clube na Segundona preocupa não só torcedores, como também a diretoria do Tricolor. Após passar 14 rodadas seguidas no grupo dos quatro melhores times do campeonato, o elenco vira o turno amargando a sétima posição, com 28 pontos. No ano passado, o time terminou a primeira etapa em 13º lugar, após ficar sete rodadas no G4.

Sem vencer há três jogos, o time abriu margem para situações de embaraço que já envolvem, inclusive, uma possível pressão sobre o técnico Roberto Fonseca e supostos problemas de relacionamento entre ele e os jogadores do grupo tricolor. “Todo mundo está com salário em dia, bichos em dia, o jogador vai reclamar de alguém? Ele que fique na dele e vá treinar porque eu vou cobrar dele”, cravou o diretor de futebol do Paraná, Paulo César Silva, à Banda B, sobre a possível rusga que o zagueiro Cris teria com o comandante.”Jogador não tem que estar satisfeito com treinador ou não. Tem que provar dentro do treinamento que tem condições de ser titular”, disparou.

Com problemas causados pelas lesões de alguns jogadores centrais no grupo, o técnico acabou sofrendo nas escalações, mas, segundo a diretoria, segue firme no cargo até a segunda ordem. “O Roberto [Fonseca] tem trabalhado muito. Nós ainda não pensamos em mudanças, mesmo porque temos que dar um certo tempo depois desses maus resulltados”, garantiu Silva. “Não adianta trocar se você sabe que dentro do teu grupo tá faltando qualidade”, completou.

Quanto às apresentações do elenco, o dirigente não poupou nomes. Para ele, o rendimento do grupo caiu e o grande desafio de Fonseca é retomar a auto-confiança do Tricolor. “Alguns jogadores não estão rendendo aquilo que estavam rendendo antes. Welington, por exemplo, Giancarlo pelo lado direito da meia-cancha e até o Cris”, apontou.

Possíveis propostas de Fonseca

Paulo César Silva foi enfático ao dizer que, caso o treinador tenha alguma proposta para deixar o comando técnico do Tricolor, o clube não fará nenhuma menção de mantê-lo. “Ele não me comunicou nada sobre nenhuma proposta, mas se ele quiser embora, pode ir. Como é que a gente vai segurar?”, questionou o dirigente.