O Paraná Clube está de volta à elite do futebol paranaense. Pelo menos temporariamente. Sem a manifestação do advogado de defesa Domingos Moro, que se retirou da sessão em protesto à ordem de fala proposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), o Rio Branco perde 22 pontos pela escalação irregular do atacante Adriano de Oliveira Santos e está rebaixado no estadual, salvando o Tricolor da Divisão de Acesso.

A saída do advogado de defesa do pleno fez com que só a Procuradoria e o Paraná Clube se manifestassem no julgamento. “O terceiro interessado é uma espécie de complemento da acusação e a defesa não pode ser um sanduíche, no meio de duas acusações”, defendeu Domingos Moro, garantindo que a retirada não foi uma estratégia para prorrogar o julgamento.

Com quatro votos a dois, o TJD-PR entendeu que o Leão da Estradinha foi responsável pelo registro irregular do jogador e a maioria dos auditores votou a favor da punição do clube no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Já preparado para o recurso que o Rio Branco deve pedir, a defesa do Tricolor se diz confiante para a luta judicial que deve se arrastar, agora, no Rio de Janeiro. “É um grande alivio. Ficamos muito felizes, mas amanhã já começamos a preparar o recurso”, avalia o advogado do Paraná, Itamar Côrtes.

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