Goleiro Diego ficou revoltado com a arbitragem. (Monique Vilela/Banda B)

O goleiro Diego, do Toledo, ficou revoltado com a marcação do pênalti que garantiu o empate do Atlético em 1 a 1. O gol de Éderson acabou com qualquer possibilidade de classificação de sua equipe para a semifinal da Taça Caio Júnior e também encerrou precocemente o calendário do time profissional na temporada.

Depois da partida, o goleiro tentou agredir o assistente Luiz Carlos Bohn e precisou ser contido pelos companheiros. Na sequência, Diego afirmou que o Toledo foi “roubado” pela arbitragem e criticou até a Federação Paranaense de Futebol (FPF).

“[Assistente] prejudicou uma diretoria que está fazendo trabalho honesto, nós que estamos ralando, com condições nossas de se classificar e fomos roubados. Gol roubado e pênalti dado. Quando fizerem o campeonato, a Federação tem que colocar que só Atlético, Coritiba, Paraná e Londrina podem ser campeões. O resto não precisa participar”, declarou Diego, em entrevista à Banda B.

A confusão só foi encerrada quando o filho e a esposa entratam em campo para levar o goleiro ao vestiário do Toledo. A arbitragem saiu do gramado sob muitas vaias e xingamentos dos atletas da equipe da casa e escoltada pela Polícia Militar (PM).

Na súmula, o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior relatou as ofensas do goleiro Diego e também do presidente do Toledo, Carlos Dubala. “Vocês estragaram o trabalho de um ano, sumam daqui, não voltem nunca mais aqui, meteram a mão em nós, sempre roubam de time pequeno”.

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Confira a súmula:

Expulsei o atleta referido por, após o encerramento da partida, pelo fato de o mesmo partir correndo em direção ao árbitro assistente 1, Sr. Ivan Bohn, e quando se aproximou a poucos metros do mesmo, um membro da comissão técnica do Toledo tentou sem sucesso contê-lo, só sendo este efetivamente contido pelo quarto árbitro e outros membros da comissão técnica, e policiamento. Em seguida de maneira violenta tentou desvencilhar-se dos contendores para novamente tentar ir até o assistente 1, sendo seguro pela camisa, e abraçado por diversos companheiros de equipe para conter seu ânimo, e mesmo assim prosseguiu em direção ao assistente dizendo as seguintes palavras: “eu vou te pegar, eu encerro minha carreira hoje mas vou te arrebentar, seu safado”. Ato contínuo, o mesmo foi retirado por diversos membros de sua equipe, e policiamento do campo de jogo.

Informo que após o apito final, o atleta de número 01, do TOLEDO E.C, SR. DIEGO MARTINS MACHADO, partiu correndo em direção ao árbitro assitente 1, Sr. Ivan Bohn, sendo que ao se aproximar do mesmo, um membro da comissão técnica de sua equipe tentou sem sucesso contê-lo, ato contínuo o quarto árbitro, juntamente com outros membros do Toledo E.C. e policiais, conseguiram segurá-lo momentaneamente, sendo que o mesmo tentou desvencilhar-se e proferiu as palavras já relatadas no campo de expulsões. Neste momento iniciou-se um tumulto generalizado, com a invasão de campo por parte de diversos dirigentes não identificados, presidente do Toledo E.C, e alguns atletas, questionando a marcação do tiro penal contra sua equipe. Informo ainda que o policiamento agiu rapidamente de forma preventiva e eficaz, não permitindo que nenhum atleta ou dirigente se aproximasse da equipe de arbitragem, efetuando um cordão de isolamento e dando segurança aos árbitros. Então, o comandante do policiamento solicitou que aguardassemos alguns instantes para que saíssemos do campo de jogo em direção ao vestiário de arbitragem. Após os ânimos contidos por parte do policiamento, o presidente do Toledo E.C voltou a invadir o campo de jogo, se dirigindo em nossa direção, proferindo as seguintes palavras: “vocês estragaram o trabalho de um ano, sumam daqui, não voltem nunca mais aqui, meteram a mão em nós, sempre roubam de time pequeno”. Em seguida, enquanto o policiamento escoltava a arbitragem em direção ao vestiário, alguns torcedores invadiram o campo, por um portão de acesso próximo aos bancos de reserva (que foi aberto neste momento), sendo que os torcedores se dirigiram às proximidades da entrada do vestiário da arbitragem, e foram contidos pelo policiamento a poucos metros da equipe de arbitragem. No momento em que os árbitros adentravam o túnel de acesso ao vestiário, acompanhados pelos policiais com escudos de proteção, foram atiradas pequenas pedras, e copos com líquido em direção à equipe de arbitragem (não causando danos físicos aos árbitros com tais objetos). Por medida de segurança e por orientação do comandante do policiamento (Capitão Luiz Fernando Zorzi), a equipe de arbitragem foi escoltada até a saída do município de Toledo, por viaturas da Polícia Militar.