Por João Pedro Alves e Osmar Antônio

A filosofia adotada pela diretoria do Coritiba para esta temporada é priorizar a saúde financeira do clube. Isso ficou evidente pelas poucas contratações e principalmente pelas perdas que teve recentemente. A debandada foi iniciada por Junior Urso e ainda contou com as saídas de Willian, Lincoln e Deivid. Foi um alívio na folha salarial e ajudou os cofres coxas-brancas a terem um respiro, mas também causou um enfraquecimento no elenco.

Esse “porém” é algo que preocupa o ex-atleta e agora gerente de futebol Tcheco. Pelas avaliações que faz do plantel alviverde e também pelo desempenho que vê em campo, ele aponta a necessidade do Coxa voltar ao mercado e trazer alguns reforços para a disputa das principal competições do ano, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Caso contrário, a briga poderá ser na parte de baixo da tabela.

(Foto: Divulgação/Coritiba)

Tcheco: “O Coritiba tem que contratar para não sofrermos como no ano passado” (Foto: Divulgação/Coritiba)

“Financeiramente, as saídas podem ter sido boas para o clube. Mas na parte técnica, todos estão cientes que demos uma desqualificada. Temos uma boa equipe, mas talvez não tenhamos um elenco ainda”, iniciou Tcheco em entrevista à Banda B. “Não tenho poder de contratar ou mandar embora. Mas o Coritiba tem que contratar para não sofrermos como no ano passado”, alertou o dirigente, que ajudou a salvar o time do rebaixamento no último Brasileirão assumindo o comando técnico.

A principal carência do atual elenco, até pelas saídas deste início de temporada, é o setor de contenção. Sem Willian e Junior Urso, titulares quando se transferiram para Cruzeiro e Shandong Luneng (China), respectivamente, é essa a prioridade de contratações. No entanto, outras posições como o meio-campo criativo e o ataque também têm uma atenção especial da diretoria.

Mesmo não sendo quem define quem será contratado, Tcheco adiantou que o departamento de futebol está avaliando algumas peças na disputa dos estaduais. Mas por diferentes motivos, como o mercado inflacionado e a negociação com empresários, está difícil contratar.

“A diretoria está se movimentando e tentando buscar jogadores para errar o menos possível. Falta um mês e meio para começar o Brasileiro, e o certo seria que essas contratações chegassem em menos de um mês, olhando a parte técnica. Mas o mercado não está fácil”, concluiu.