Divulgação/Coritiba
Meia se baseia na campanha avassaladora do Grêmio em 2009, quando ainda jogava pelo Tricolor Gaúcho

O melhor ataque do Brasileirão com 44 gols sofre um paradoxo no Campeonato Brasileiro. Com a modesta nona colocação, o Coritiba que emendou a maior série de vitórias do futebol nacional ainda não engatou no campeonato, ainda que a campanha em casa seja digna de líder entre as vinte equipes que disputam a Série A. Entretanto, o time que tem um aproveitamento que beira os 70% diante da torcida ainda não conseguiu transpor o grande obstáculo de vencer longe do Couto Pereira.

Ao todo, o time só conquistou duas vitórias fora de casa, contra América e Santos, ainda no primeiro turno e, com 36 pontos, ainda não conseguiu levar perigo real aos grupos que ocupam a zona de classificação para a Libertadores. Em números, foram o time de Marcelo Oliveira conquistou apenas nove pontos em 39 disputados fora de Curitiba.

Realista, o meia Tcheco destacou a similaridade da trajetória coxa-branca com a que viveu quando ainda era jogador do Grêmio em 2009. O time gaúcho mantinha bons resultados em casa, mas fora dela não conseguia se apresentar da mesma forma. “Com o desempenho que nós estamos tendo em casa e se mantiver até o final do campeonato, nós não vamos chegar na Libertadores”, cravou o meia. “Prova disso é que eu tive o mesmo rendimento em 2009, com o Grêmio, ficamos invictos em casa e não chegamos a Libertadores”, emenda.

E as semelhanças entre o Grêmio de dois anos atrás e o Coritiba versão 2011 vão além. Naquele ano, o Tricolor Gaúcho venceu 15 das 19 partidas disputadas no Estádio Olímpico e era um adversário a ser batido em Porto Alegre. Muito parecido com o Alviverde Paranaense, que no Nacional só perdeu duas vezes em casa – para Atlético-GO e São Paulo -, e empatou três, com Inter, Palmeiras e Atlético Paranaense. Mesmo avassaladores, os dois times, tanto há dois anos quanto agora, ficam marcados por não conseguir “tirar o pijama” e vencer longe da torcida.

“Eu acho que ainda dá tempo de lutarmos pela Libertadores, nós estamos só a cinco pontos, temos concorrentes diretos para enfrentarmos ainda, e cinco ou seis deles estão na nossa frente e nós podemos ter essa diferença”, acredita Tcheco. “E tudo depende de nós. Nós temos qualidade para isso. Nosso time é muito qualificado para podermos enfrentar essas dificuldades”, finaliza.