Por Guilherme Coimbra

Clássico Atletiba não foi realizado (RENATO BALDISSERA/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO)

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) publicou uma nota oficial em seu site justificando a não realização do clássico Atletiba, neste domingo (19), na Arena da Baixada. De acordo com a publicação, a entidade não permite acesso e permanência de pessoas não credenciadas no gramado e atribuiu a culpa do cancelamento da partida aos dois clubes. Porém, em outra partida do Campeonato Paranaense, na última semana, uma situação parecida foi verificada e relatada pelo árbitro em súmula, mas tudo ocorreu normalmente e não houve o cancelamento.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) emitiu uma nota oficial explicando os motivos da não realização do clássico entre Atlético e Coritiba na Arena da Baixada. “Nenhuma partida é permitido o acesso e permanência de pessoas estranhas no entorno do gramado”, diz a justificativa da entidade. Porém, uma semana antes, na vitória do Rio Branco sobre o Toledo, por 2 a 1, no Nelson Medrado Dias, válido pela quarta rodada do Campeonato Paranaense, um caso similar foi verificado e relatado em súmula pelo árbitro, mas a partida aconteceu da mesma forma, sem cancelamento.

Ao deixar o campo de jogo durante o intervalo e ao final da partida, observei que haviam muitas pessoas que não estavam relacionadas em súmula e que não estavam identificadas como oficiais das equipes em frente aos vestiários e que estas poderiam ter acesso ao campo de jogo à qualquer momento”, relatou o árbitro Marcos Vinícius Soares Martins na súmula da partida entre Rio Branco e Toledo, em Paranaguá. “Dessa forma, qualquer pessoa que tivesse acesso ao vestiário também poderá ter acesso ao campo de jogo, pois não havia nada que restringisse o acesso, como portões. Apesar disso não foi verificado nenhum acidente”, complementou Martins em seu relato.

Súmula do árbitro relatou situação parecida na partida entre Rio Branco e Toledo (Reprodução)

Em nota publicada no site oficial da entidade, a FPF disse não ter “nenhuma responsabilidade pelo cancelamento da partida” e colocou a culpa da não realização do clássico nos clubes por “desobedecerem a ordem do árbitro de retirar profissionais não credenciados do gramado”.

A justificativa da Federação para o cancelamento do clássico, entretanto, contradiz com o acontecido na partida entre Rio Branco e Toledo. “Diante disso, uma vez em que nenhuma partida é permitido o acesso e permanência de pessoas estranhas no entorno do gramado, o árbitro agindo de acordo com o Regulamento da Competição (art.35, §2º e 3º, art.36, e art.64, §2º, inciso I do Regulamento Geral), não autorizou o início da partida, até que essas pessoas estranhas ao recinto se retirassem”, afirmou a FPF em nota.

Conforme noticiado pela Banda B na noite de domingo (20), uma câmera da transmissão oficial do clássico flagrou uma conversa do árbitro Rafael Traci com dirigentes. “O pessoal não pode transmitir porque não é a detentora do campeonato. É isso que a gente recebeu de informação”, disse Traci.

A Federação Paranaense de Futebol ainda não se posicionou quanto ao futuro do clássico Atletiba, para definir se a partida será remarcada para uma nova data. “Ainda não há uma definição. A súmula do árbitro não foi apresentada, então temos que ver os desdobramentos disso através do relatório dos delegados que estavam na partida e também da súmula. Tudo depende do posicionamento do TJD. Eventualmente, se for remarcado, ainda não há um prazo hábil para fazer a remarcação”, afirmou o advogado Emerson Fukushima, da FPF, em entrevista à Banda B.

Confira o trecho da súmula de Rio Branco e Toledo:

(Reprodução)