Kleber já recebeu punição por 11 jogos durante o Campeonato Brasileiro. (Geraldo Bubniak)

As declarações do atacante Kleber, do Coritiba, contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vão leva-lo aos tribunais pela segunda vez no Campeonato Brasileiro. Ele foi denunciado nos artigos 258 e 151 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e pode pegar de uma a seis partidas de suspensão. O julgamento acontece na próxima sexta-feira (15).

O artigo 258 fala em “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código” e tem punição de uma a seis partidas. Já o artigo 151 que tem base no artigo 1º do parágrafo 2º do Regulamento Geral de Competições que impede declarações que desmoralize ou tire a credibilidade de quem organiza o campeonato e rende multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

Na última sexta-feira (09), Kleber se disse injustiçado pela primeira punição que o tirou dos gramados por 11 jogos e disparou contra o STJD. “Me senti injustiçado, senti que me pegaram para exemplo. Acho que foi ridículo o que fizeram. Eu estive lá no STJD, vi e ouvi coisas que, para mim, são vergonhosas, bem cara de Brasil mesmo. Ouvi um cara dizer que, para um time que não vou citar, ele não daria a punição em relação ao mando de campo, pois estava brigando pelo título. Eu acho que isso chega a ser vergonhoso. Quem tiver a oportunidade de um dia ir lá e ver uma audiência daquela, dá até vergonha de estar lá”, reclamou.

Em conversa com a Banda B, o procurador do STJD, Felipe Bevilacqua , disse que as declarações do atacante coxa-branca prejudicam a imagem do Campeonato Brasileiro. “Isso vai de encontro, não só com o regulamento geral das competições, como também o CBJD. Então, o que o STJD pretende é não só preservar a imagem da competição como um todo, mas também dos clubes e do futebol”, disse.

Kleber já esteve nos tribunais por confusão com o volante Edson, do Bahia, na partida realizada em 15 de junho e pegou 15 jogos de suspensão. Ele cumpriu 11 e as outras quatro foram convertidas em penas sociais.