Por Guilherme Coimbra e Pedro Melo 

Durante a transmissão oficial do clássico entre Atlético e Coritiba, as imagens flagraram o quarto árbitro Rafael Traci declarou que a partida não seria iniciada enquanto o vídeo ao vivo do YouTube não fosse cancelada com o argumento que não estava sendo feita pela detentora dos direitos de transmissão.

Traci afirmou que a decisão veio do “presidente Hélio Cury”, da Federação Paranaense de Futebol (FPF). O pessoal não pode transmitir porque não é a detentora do campeonato. É isso que a gente recebeu de informação. Se continuarem eles [profissionais que estavam transmitindo o jogo] dentro do campo, nós não podemos ter essa partida”, declarou.

A fala do quarto árbitro contraria o argumento utilizado pela FPF que culpou exclusivamente a ausência de credenciamento dos repórteres que fariam a transmissão na internet. “Não ocorreu uma determinação para suspender a partida pela transmissão por qualquer canal que os clubes combinaram. Da mesma forma que qualquer jornalista queira transmitir de dentro do gramado, tem que ser credenciado”, afirmou o advogado da Federação, Emerson Fukushima, em entrevista à Banda B.

Após não vender os direitos de transmissão para nenhuma emissora, a dupla Atletiba decidiu transmitir o clássico nas redes sociais, porém, momentos antes da bola rolar, o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior recebeu a ordem para não iniciar a partida.

Os dois times ficaram em campo por 40 minutos antes de retornarem aos vestiários. Instantes depois, todos os jogadores voltaram para o gramado e mostraram para a FPF que estavam dispostos a disputar o clássico.

Confira o vídeo: