Por João Pedro Alves

Na primeira parte das semifinais do Campeonato Paranaense entre Coritiba e Maringá, deu zebra. Zebra, com z maiúsculo, o apelido do time da “Cidade Canção”. Na noite desta quarta-feira (26), o Coxa não fez um bom jogo principalmente durante os 45 minutos iniciais e deixou o time maringaense abrir dois de gols de vantagem. Depois melhorou e diminuiu o placar, mas não o suficiente para evitar a derrota por 2 a 1 no estádio Willie Davids, em Maringá.

As equipes voltam a se encontrar pelo jogo da volta para definir o finalista do Paranaense no domingo (30), no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Com o resultado do primeiro duelo, o Maringá tem a vantagem de poder empatar para conquistar a vaga.

Maringá domina, bota ataque mais positivo para funcionar e sai na frente

Com campanhas praticamente iguais no Paranaense, com apenas um ponto de vantagem dos alviverdes, Maringá e Coritiba começaram a escrever a história das semifinais levando essa condição da tabela para o gramado do Willie Davids. O jogo iniciou equilibrado e, independente do lado, nos primeiros lances o que se viu foi vontade de atacar.

Neste duelo, não demorou para o retrospecto pesar e o time com o ataque mais positivo do estadual levar a melhor. No caso, o da Zebra. O gol que inaugurou o placar foi marcado aos sete minutos de partida, quando Max recebeu o cruzamento à meia altura da direita e finalizou de primeira, no canto superior, para marcar um golaço.

O gol deixou o Maringá em vantagem e serviu para a equipe descobrir o “caminho das pedras”: o lado esquerdo da defesa coxa-branca. Foi por ali que os donos da casa forçaram a maioria das descidas e impuseram uma pressão sobre o atual tetracampeão, que não conseguia jogar. O resultado natural foi a ampliação do marcador aos 23 minutos: após uma pontada pela direita, Cristiano foi servido na área e bateu no ângulo de Vanderlei.

O “apagão” do Coritiba, que era lento e não se encontrava em campo, custou um placar desfavorável. Mas mesmo que a equipe alviverde tenha tentado mostrar uma reação, o Maringá seguia melhor e ainda teve um gol anulado por impedimento.

Diante disso, o grande momento coritibano do primeiro tempo saiu já nos últimos lances. Em uma jogada isolada, Roni foi lançado na frente, deu um toque sobre o goleiro, mas a bola caprichosamente acertou o poste. Como “bola na trave não altera o placar”, ele seguiu 2 a 0 para o Maringá.

Coxa muda, melhora e balança as redes, mas não é suficiente

Assim como nas quartas de final, novamente o Coritiba teve que ir para o intervalo para que o técnico Dado Cavalcanti desse um “puxão de orelha” e o time crescesse em campo. Isso ficou claro pela postura mais consistente e ofensiva na volta do segundo tempo – até por estar com dois gols de desvantagem. O resultado foram duas finalizações perigosas de cara, em um chute de Roni e uma cabeçada de Luccas Claro.

A diferença dessa vez era que o Maringá sabia se fechar, frustrando as várias tentativas alviverdes de ataque. Além disso, de fazer o adversário trocar passes sem chegar ao objetivo final, o time do norte ainda saía nos contragolpes para equilibrar as ações. Alex tentou desequilibrar em uma cobrança de falta, mas o goleiro Ednaldo foi buscar a bola lá na gaveta para evitar o gol.

Por imposição dos coxas-brancas ou acomodação, depois da metade da etapa o Maringá deixou cair o ritmo e viu o Coritiba gostar mais do jogo. Os curitibanos foram tentando, tentando… até que acharam o gol. Foi quando, aos 37 minutos, Alex cobrou uma falta para a área e Julio César apareceu para dar um toque de cabeça e fazer 2 a 1 no placar.

Era o que o Coxa precisava: chegar à reta final com possibilidades reais de evitar a derrota. O time até se arriscou e fez o que pôde para chegar ao empate, mas o Maringá estava mais que satisfeito e soube administrar a vantagem construída na primeira etapa até o fim para levar um resultado positivo para o Couto Pereira.

FICHA TÉCNICA
MARINGÁ 2 X 1 CORITIBA

Local: Estádio Willie Davids, em Maringá (PR).
Data: 26 de março de 2014, quarta-feira.
Horário: 22h.

Maringá: Ednaldo; Reginaldo, Juninho, Fabiano e Fernandinho; Zé Leandro, Serginho Paulista (Baiano), Léo Maringá e Max (Renan Tavares); Cristiano (Fábio Martins) e Gabriel Barcos.
Técnico: Cluademir Sturion.

Coritiba: Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Chico e Diogo; Gil, Robinho, Norberto (Carlinhos) e Alex; Roni (Maykon) e Keirrison (Julio César).
Técnico: Dado Cavalcanti.

Público pagante: 14.750 pessoas.
Público total: 15.255 pessoas.
Renda: R$ 249.150,00.

Cartões amarelos: Max, Fabiano (MGA). Luccas Claro, Victor Ferraz (CFC).

Gols: Max (MGA), aos sete minutos, e Cristiano (MGA), aos 23 minutos do primeiro tempo. Julio César (CFC), aos 37 minutos do segundo tempo.