Thalisson Kelven e Léo Andrade são duas das novidades do Coritiba em 2018. (Geraldo Bubniak/Estadão Conteúdo)

O Coritiba apostou em uma nova filosofia para a temporada de 2018 com a utilização dos jogadores das categorias de base. Ainda optou por Sandro Forner, então técnico do sub-20, para comandar o grupo. E após um início irregular de temporada, a equipe engrenou com a sequência de bons resultados e a conquista da Taça Dionísio Filho.

Dos 11 titulares na decisão do primeiro turno contra o Rio Branco, seis deles estiveram na final do Brasileirão sub-20, em outubro do ano passado: os laterais Marcos Moser e Léo Andrade, zagueiros Thalisson Kelven e Romércio e volantes Vitor Carvalho e Júlio Rusch. Além deles, Thiago Lopes e Guilherme Parede, titulares, e Kady, que entrou no segundo tempo, também foram revelados pelo clube.

“Muito difícil acontecer isso. Quantidade de jogadores das categorias de base é muito grande. Os jogadores estão dando uma boa resposta e o ponto positivo é que a maioria que entra tem jogado bem. Vamos continuar trabalhando com todos para ter bons resultados como esse”, declarou o técnico Sandro Forner.

Um dos principais nomes do elenco é Júlio Rusch, autor de dois gols e cinco assistências em 2018. O meia demonstrou toda gratidão pela oportunidade recebida e agradeceu a torcida pela festa. “Sou grato ao Coritiba que está me revelando ao futebol, clube que me cedeu a casa. Olha essa torcida maravilhosa e não tem como não retribuir tudo isso. Fomos crescendo no decorrer da competição e agora é continuar dando sequência”, disse.

Já o zagueiro Thalisson Kelven, que ainda mora no alojamento do estádio Couto Pereira, comemorou o primeiro gol como profissional em sua ‘residência’ e a chance de realizar o sonho de ganhar um título pelo Coritiba. “Fico feliz de marcar meu primeiro gol na minha casa. Eu ainda moro no Couto. Lembro do último título contra o Atlético. Eu estava na arquibancada e falei que queria isso para mim. É um sonho que virou realidade”, afirmou.