Divulgação/Coritiba
Presidente na queda do time à Série B em 2009, Cirino se absteve de usar recuperação do time como bandeira política

A pouco mais de um mês para a definição do futuro político do Coritiba, o atual presidente Jair Cirino optou por desligar-se do clube. Em um comunicado publicado no site oficial do Alviverde, o mandatário comentou as conquistas dos últimos quatro anos de gestão e confirmou sua torcida pela vitória de Vilson Ribeiro de Andrade, atual vice-presidente, no pleito que será realizado em dezembro.

“Agora, chega o momento de entregar o bastão a outros companheiros – em especial, às mãos competentes do amigo Vilson Ribeiro, futuro presidente do CFC, assim espero e gostaria”, confirmou Cirino, que deixa o G5 do Coxa por opção. “Agradeço o convite para continuar na futura gestão, mas quero retirar-me para a posição de simples torcedor – até porque sempre defendi a tese da alternância do poder”, argumentou.

Marcado por ser o representante máximo do clube no trágico rebaixamento para a Série B em pleno centenário, Cirino também amargou a maior punição já aplicada no futebol nacional: a perda de dez mandos de campo após a invasão do Couto Pereira. O presidente também foi alvo direto da ira de alguns torcedores, que chegaram a ameaçá-lo de morte após a queda.

Nesta gestão, ao lado de Vilson Ribeiro, Jair Cirino, foi espectador da recuperação alviverde, sem fazer da evolução uma bandeira política. “Desejo todo sucesso à futura Diretoria do Coritiba Foot Ball Club. E despeço-me da torcida alviverde, com o meu sincero agradecimento”, disse Cirino, emendando um jovial “valeu” à sua despedida do comando administrativo